CAIXA-POSTAL



Aos assuntos da semana:

Márcio escreve: Assistindo o jogo do Inter (contra o Estudiantes de La Plata), me pintou uma dúvida. Espero que você saiba solucioná-la. Siga meu raciocínio: o Inter venceu FORA, por 1 a 0, o primeiro jogo. Na volta, o Estudiantes fez 1 a 0, fora. Placar agregado, 1 a 1. O jogo foi para a prorrogação, e aí pinta minha dúvida: o Inter fez 1 a 0 (prorrogação), 1 a 1 (jogo atual), 2 a 1 (placar agregado). Se o Estudientes tivesse empatado, o que aconteceria? Se fizesse, ficaria 1 a 1 (prorrogação), 2 a 1 (jogo atual) e 2 a 2 (placar agregado). Porém, segundo o regulamento, o Estudiantes teria mais gols fora. 2, contra 1 do inter. Pensando nessa possibilidade, no momento do gol do inter, acabou a possibilidade da disputa ir para os pênaltis. Ou seja, se o Estudientes fizesse, acabava campeão, mesmo com o 2 a 2.
Resposta: Negativo. Na final, e apenas na final, da Copa Sul-Americana, os gols fora de casa não decidem. Portanto, se o Estudiantes de La Plata empatasse o jogo em 2 x 2, teríamos pênaltis.

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Klaus escreve: Foi publicado essa semana um vídeo com uma espécie de “melhores momentos” das piores patadas do Muricy Ramalho em uma entrevista coletiva. Gostaria de saber como você e seus colegas jornalistas encaram esse convívio em clima pouco amistoso a cada entrevista. Isso atrapalha o trabalho jornalístico, ajuda porque descontrai ou os jornalistas também não colaboram com aquelas perguntas repetitivas?

Resposta: A relação entre entrevistado e entrevistadores não precisa ser amistosa. Precisa ser profissional. Eu também acho que o MR exagera na ranhetice em determinados momentos, principalmente quando interpreta mal uma pergunta que não tem por que irritá-lo. Mas acho que isso é “do jogo” da nossa profissão. O Muricy tem o mérito, ou a decência, de não levar nada para a frente. Ou seja, o cara que leva uma patada hoje, seja qual for o motivo, não fica marcado. Na entrevista seguinte, o tratamento será normal. Com o tempo e a convivência, as pessoas aprendem a se conhecer e o relacionamento melhora. O que considero interessante, no caso dele, é que, com ou sem patadas, MR responde as perguntas que são feitas. Nem todos fazem isso.

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Paulo Roberto escreve: Todos sabem que existem jogos entre equipes (da NBA) que se transformam em clássicos devido à rivalidade dentro de quadra. Ex.: Celtics X Lakers. E existem os jogos que viram clássicos devido ao posicionamento geográfico das equipes. Ex.: Rockets X Mavericks, Lakers X Clippers, Nets X Knicks. A pergunta é simples: Existe mais algum jogo considerado clássico na NBA? Por qual razão, rivalidade dentro de quadra ou geografia?
Resposta: Essa nomenclatura, o “clássico”, não se aplica em todos os esportes, como acontece no futebol brasileiro. Mas a razão da rivalidade é parecida. Na NBA, as rivalidades existem pela proximidade entre os times, que disputam mercados próximos (ou, no caso de cidades com mais de um time, desde que sejam bons, o mesmo mercado) e a mesma base de fãs, ou pela repetição de encontros nos playoffs. No começo da carreira de Michael Jordan, o Chicago Bulls não conseguia passar pelo Detroit Pistons, o que gerou a rivalidade (animosidade, até) entre os dois times, que hoje não é tão grande. Lakers e Celtics foram rivais nos anos 80, passaram um período gelado (por causa dos péssimos times que Boston teve, até o ano passado), e voltaram a se enfrentar nas finais. Quando os mesmos times se vêem nos playoffs, por anos seguidos, esse antagonismo é criado.

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Henrique escreve: É verdade que a ESPN vai transmitir o próximo Super Bowl da NFL, com a equipe de narração presente no estádio? Não querem levar um ajudante?
Resposta: Eu já fui voluntário para ser o ajudante, por isso você terá de entrar na fila… Falando sério: é a pura verdade (ainda que eu tenha alguma dificuldade em acreditar). Vamos (Everaldo Marques, Paulo Antunes e eu) transmitir o Super Bowl, em Tampa, no dia 01 de fevereiro. Claro que faremos também a cobertura jornalística nos dias anteriores ao evento, com uma edição especial do “The Book is on the Table” feita de lá. Está chegando o dia em que uma emissora de televisão do Brasil cobrirá, com tudo a que temos direito, um dos maiores eventos esportivos que existem.

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Obrigado pelas mensagens, a Caixa-Postal volta no sábado que vem. “Faça por merecer.” Capitão John Miller, em “O Resgate do Soldado Ryan”.



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