LA COPA SE MIRA…



… y no se toca.

Era nessa frase (que já usei como título algum dia, mas preciso repetir) que eu pensava logo após o gol do Estudiantes, ontem no Beira-Rio.

Os argentinos (falando sobre a Copa Libertadores) usam a frase para dizer que não é qualquer time que pode tocar na taça, uma forma de esfregar a superioridade deles – ainda larga – na cara dos clubes brasileiros.

Superioridade construída pela importância que os times argentinos sempre deram à Libertadores, e pela forma quase sempre inabalável com que atuam fora de casa.

Quando perdem, é porque foram inferiores na bola. Raramente perdem para os próprios nervos.

O Estudiantes mostrou isso no Beira-Rio, ao encarar o Internacional sem ligar para a massa vermelha e o barulho que ela fazia.

E o gol de Alayes me fez lembrar da frase. Na prorrogação, Tite correu um risco incrível ao tirar Alex do jogo (imagine se o Inter perde o título), mas D´Alessandro, perigoso TODAS as vezes em que pegou na bola, tocou o time para a frente.

Não sei para quem ele gesticulou antes de cobrar o escanteio. Só sei que a bola não quis sair da pequena área até Nilmar chutá-la pro gol.

E que se diga o que precisa ser dito: é o gol mais importante da carreira dele. Gol que decide.

Primeiro título (1 x 1 – 46.255 pagantes no Beira-Rio) da Copa Sul-Americana de um clube brasileiro, único título sul-americano que o Inter não tinha.

A Copa se toca, sim. Desde que se saiba jogá-la até o fim, como fez o Internacional.



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