CAIXA-POSTAL



Aos temas da semana: André escreve: Na minha opinião, as saídas do Marcos ao ataque no jogo contra o Grêmio estarão entre os momentos mais marcantes do BR-08. Eu estava no estádio e me marcou muito esse momento, não entro no mérito de certo ou errado, mas nunca me senti tão representado em campo. Sobre esse momento, eu pergunto: se você pudesse escolher uma trilha sonora para essa atitude do Marcos, qual ou quais músicas você escolheria? Resposta: Interessante seu comentário sobre se sentir representado em campo. É uma visão importante do que aconteceu, porque não depende de opinião ou julgamento. É um sentimento que precisa ser levado em conta. Mas sua pergunta é difícil demais. Eu escolheria alguma coisa dramática, dessas que são usadas em filmes épicos como “Gladiador” ou “O Patriota”. Mas não saberia dizer exatamente qual. Independentemente disso, esse episódio mostrou que há situações em que é possível errar e acertar ao mesmo tempo. ****** Saulo escreve: Por que você não participa de algumas transmissões da NFL ou da MLB, na ESPN ? Seria enriquecedor ter a sua participação. Resposta: Por favor, envie sua solicitação aos meus chefes na ESPN. Brincadeira…, eu já participei, como “comentarista-convidado”, de uma parte da transmissão de um jogo entre Yankees e Red Sox, no ano passado. Foi ótimo e me diverti muito. Nós, na ESPN, já conversamos sobre fazer isso de novo, mas até agora não aconteceu. Eu tenho minha atividade como repórter do canal, e nem sempre é possível. Além disso, não quero me intrometer no trabalho que o Everaldo Marques e o Paulo Antunes fazem tão bem. Mas, quem sabe, um dia eu apareço de novo. ****** Guilherme escreve: É o seguinte: quando eu era criança (vejo acontecer também hoje em dia), era comum, durante as peladas, o time que havia acabado de tomar um gol gritar “Bangu!” para o adversário e sair jogando já de seu campo de defesa, como se fosse um código para anunciar que não vai recomeçar o jogo do meio de campo. Sempre tive curiosidade de saber de onde vem essa expressão. Algo a ver com o time? Resposta: Que tal uma perguntinha mais fácil? Cara, não consegui encontrar sua resposta. E ela entrou na CP de hoje justamente por isso. Alguém aí fora precisa nos ajudar. ****** Gustavo escreve: Você acha que o implacável tratamento da imprensa em geral antes da conquista do penta é um dos motivos pelo quais Felipão não cogita voltar ao futebol brasileiro antes da aposentadoria? Resposta: Não. Ele saberia como lidar com isso, como fez da outra vez. E creio que quando ele diz que não volta ao futebol brasileiro (em entrevista – muito boa – ao jornalista Cosme Rímoli, na última edição da revista Trivela) antes de se aposentar, Felipão esteja se referindo a ser técnico de clube. A Seleção Brasileira é outra conversa. Na mesma entrevista, ele disse que não quer ser sombra para o trabalho de Dunga, e não planeja estar na Copa de 2010. Mas o contrato dele com o Chelsea é de dois anos, com opção de mais um. Não é possível garantir, hoje, que Felipão estará morando em Londres em 2010. Mas se eu fosse ele, nunca mais sairia de lá. ****** Obrigado pelas mensagens e até o próximo sábado. (e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link do lado direito da página) “Coisas incríveis acontecem nos meandros do sistema.” Prof. Micky Rosa, em “Quebrando a Banca”.



  • Willian

    Essa frase do Micky Rosa no filme me chamou a atenção logo de cara, e realmente é verdadeira. Quando as perguntas, a do ” BANGU ! ” me chamou a atenção por nunca ter ouvido tal expressão. Só acho triste a saída do gol do Marcos não ter resultado em gol ( mesmo sendo são-paulino ), esse futebol moderno de hoje em dia por vezes é chato e modorrento, sem ter maiores loucuras que dão graça a qualquer partida.

  • joao

    André, talvez o grito “Bangu” seja uma forma reduzida da expressão “a la Bangu”. Esta expressão, na minha infância, sigificava algo que era banguçado. Fazer algo “a la Bangu” era fazer de qualquer jeito, sem regras

  • porco

    Coluna Arquivo Confidencial Morumbi é penhorado em ação de Ameli O Estádio do Morumbi está penhorado. O imóvel foi oferecido pelo São Paulo como garantia em uma ação trabalhista movida pelo ex-zagueiro argentino Horácio Andres Ameli, que passou pelo Tricolor durante um ano (de julho de 2002 a julho de 2003). A ação diz respeito ao atraso no pagamento de direitos de imagem. O jogador já ganhou em três instâncias. Na última delas, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que o montante da dívida, já com juros e correção monetária, é de R$ 2,2 milhões. A questão preocupou alguns conselheiros são-paulinos, uma vez que em março a Fifa vai revelar as 12 cidades que serão sedes da Copa do Mundo de 2014. “A gente fica preocupado, sim, sobretudo pelo fato de a Fifa analisar os estádios e nesse pente-fino descobrir que o Morumbi está envolvido em ações na Justiça”, afirmou à coluna um desses conselheiros. Informa a coluna Arquivo Confidencial, de Wagner Vilaron

  • Rogerio J

    Você disse:”…não quero me intrometer no trabalho que o Everaldo Marques e o Paulo Antunes fazem tão bem. Mas, quem sabe, um dia eu apareço de novo”. E eu comento: quando alguém capacitado e inteligente para o trabalho entra em uma boa equipe, ele não se intromete, mas faz com que o time fique mais forte e mais rico. Sei que a sua atividade de repórter dificulta, até porque você precisa descansar, curtir a família e dormir, mas, por favor, faz um esforço e participe ao menos nas finais de conferência e no super bowl. O fã de esporte estadunidense agradece. Abraço!

  • thiago

    sempre ouvi “saída a bangu”, principalmente quando está acabando os 10 minutos pra entrar o time da “de fora”. Mas eu pensei que fosse uma expressão regional aqui do Rio, por causa do bairro de Bangu… não fazia idéia que também exisitia em outros lugares do Brasil.

  • Luis Pedro Castro

    Legal a pergunta do Guilherme. Até hoje, quando a gente joga, existe a “saída Bangu”. Como ele explicou, é quando o jogo reinicia imediatamente após o gol ter ocorrido, sem a necessidade da saída no meio de campo. Mas também não faço idéia quando ao motivo do nome. Sou de Itatiba (interior de SP) e fiquei curioso pra saber que abrangência tem essa expressão..

  • Fabio

    Já ouvi que a chamada “saída bangu” era usada nos coletivos do Bangu para agilizar o treino e tb treinar saída de bola. Se é verdade, não sei. Não sei se a expressão só é conhecida no eixo Rio-SP, mas sou de São Paulo capital, e não conheço ninguém que tenha jogado bola e que não conheça a expressão. Já a expressão “a la bangu”, eu nunca tinha ouvido. Mas é sempre bom saber.

  • Miguel

    Caro André, numa pequena busca na Internet. Me parece fazer sentido. Um abraço. Queria te mandar apenas o link mas não foi possivel. Então aí vai, com fonte e parte da explicação. “Fonte: Luiz César Saraiva Feijó vem pesquisando a linguagem especial do futebol há muitos anos. Seus primeiros trabalhos a respeito apareceram no jornal O Diário de Notícias, do Rio de Janeiro (já fora de circulação há alguns anos), entre 1963 e 1964. Publicou, em 1965, na Miscelânea Filológica Em Honra À Memória do Professor Clóvis Monteiro, o seu primeiro trabalho acadêmico, intitulado Aspectos da gíria no futebol. Apresentamos somente alguns termos e expressões. Nos nossos livros sobre a linguagem do futebol há mais de 500 outros termos explicados. 1- À BANGU Locução adverbial de modo (à moda Bangu) ouvida nos comentários esportivos em geral e, em particular, relacionada ao futebol. ” Saída à Bangu “. ” Foi à Bangu “. Extrapolou as dimensões dos estádios de futebol e caiu na linguagem do povo. Significa sem organização; de modo desorganizado; sem regras; sem ordem. Talvez sua origem tenha sido um tipo de partida-treino, peladas ou mesmo partidas sem compromissos oficiais, disputadas pelos times das divisões inferiores do Bangu Atlético Clube ou nos campos de várzea (Ver PELADA) ou praças do bairro carioca de mesmo nome. Por ser a expressão à Bangu uma locução adverbial de modo, ela deve ter surgido para sintetizar uma expressão maior, como, por exemplo, “…vamos fazer isso como se faz em Bangu”…, referindo-se a uma prática inocente de se jogar futebol, existente nas peladas do subúrbio carioca do Rio de Janeiro…” AK: Obrigado. Um abraço.

  • Guilherme

    Nossa, não pensei que minha pergunta fosse render tanta mobilização! Acho que todas as respostas convergem para um mesmo sentido, então considero a curiosidade saciada. Quanto à abrangência da expressão: sou de Brasília, e aqui é muito comum usá-la. Também morei três anos em Porto Alegre e ouvi algumas vezes por lá. Ou seja, é bem comum mesmo. Agradeço a todos pelas pesquisas!

  • Renato Cearense

    Trilha sonora para às idas do Marcos ao ataque? Tenho uma musica de um programa antigo que coincidentemente, passava aos domingos, horario posterior ao do fim dos jogos, que cabe como uma luva ao episódio. A trilha de abertura e encerramento de “Os Trapalhões”. Nada mais representativo!

  • Iossi

    Em Belo Horizonte, pelo menos na escola onde estudava, também usávamos esta expressão – a la Bangu.

  • augusto

    Sobre saida a bangú link: alinguagemdabola. com. br / fut_linguagem. html

  • Fred

    Se o Marcos é tão bom, por que levou 5 hj??? Ou ainda, por que não foi ao ataque para ajudar o marginal do Kléber a distribuir cotoveladas???

  • Gustavo Lengler

    Estaremos te esperando num MNF ou SNF. Junto com o Everaldo e o Paulo. Aliás, infelizmente sinto falta do Adler, do Figueroa e Al Faro. Eles eram geniais! Aliás, onde eles estão? Vejo o Figueroa na Speed na Sprint cup, mas só. Os outros dois eram divertidíssimos e sinto falta deles nas noites de domingo e segunda na ESPN.

  • Sylvio Andrade

    Caro André, sobre a saída Bangu, diria que é uma boa pergunta para o programa Linha-de-Passe, de amanhã. Mas será que não foi uma tentativa do time do Bangu, ao ter levado um gol, ter tentado sair jogando desde sua área? Abs.

  • Gilbertorsrj

    No interior do RS, se usava essa expressão: “Bangu” qd se dava um chutão, uma ligação direta defesa/ataque. Não exatamente recomeço de jogo, mas tb uma saída sem organização, não é?

  • Leonardo Lago

    Se não estou enganado, o primeiro gol de goleiro do Brasil foi marcado a partir de um Tiro de Meta, no campeonato carioca de futebol. Será que não foi o Bangu que marcou esse gol?

  • André Galvão

    Renato, tenho que reconhecer que talvez o tema de Trapalhões sirva muito bem para o treinador dele… pro Marcos não! abraço

  • André Galvão

    a trilha sonora perfeita, na minha opinião, é “My Hero” do Foo Fighters. o refrão é: “There goes my hero Watch him as he goes There goes my hero He´s ordinary” a tradução é mais ou menos : Lá vai meu herói Observe-o enquanto ele se vai Lá vai meu herói Ele é simples (uma pessoa comum) acho que tem tudo a ver com o Marcão!

  • Marcel Souza

    Pô Wiliian, como você nunca ouviu a expressão `saída Bangu´?!? Vou dar meu pitaco. Segundo o Gastão (maior especialista em cultura inutil que eu conheço), a expressão tem 2 vertentes: 1) num jogo do Bangu contra o Flamengo na década de 50, o Bangu tomou tanto gol, mas tanto gol, que o juiz nem esperava mais o time levar a bola para o meio de campo para dar nova saída. 2) a expressão, na verdade, é “saída do bambu”, pois nos campos de terra de antigamente, as traves eram feitas de bambu, e quanto um time tomava gol, já dava a saída logo dali. Não devem ser verdade, mas são boas estórias!

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