MARCOS FALHOU? LEMBRE DO MARACANÃ



É nonsense puro a “tese” de que Marcos se mandou para o ataque, no jogo contra o Grêmio, porque queria compensar a falha no lance do gol. Marcos não acha que falhou. Ele não disse isso (mesmo porque não disse nada), mas não há nenhum motivo para que a opinião dele seja diferente da que declarou sobre o primeiro gol do Fluminense, no dia 25/10. Você deve lembrar, os gols foram iguais. E Marcos disse, no Maracanã, que a bola era de Martinez. É claro que cada um tem o direito de pensar o que quiser, mas não é a opinião dos outros que importa aqui. É a de Marcos. E se ele não achou que falhou no Maracanã, também não acha que falhou ontem. As jogadas de bola parada são exaustivamente treinadas por todos os times do futebol de hoje. Tanto para marcar gols como para evitá-los. Ensaia-se o comportamento do ataque, pensando em tudo: quem cobra a falta/escanteio, quem vai para a área, e para quem vai a bola. Cada jogada tem duas ou três variações. E também se ensaia o comportamento da defesa, pensando no que o adversário faz: como marcar o atacante alto que espera a bola na risca da pequena área, quem vai colar no zagueiro que corre para a primeira trave… É para isso que servem as fitas de vídeo. E é por isso, e só por isso, que a maioria dos técnicos não gosta que as câmeras de TV gravem os treinamentos de bola parada. O Palmeiras tem uma configuração determinada para defender bolas levantadas em sua área. Essa configuração falhou ontem, assim como no Maracanã. Só Marcos pode dizer por que resolveu abandonar o gol e virar goleiro-linha. Imagino que tenha sido porque ele é um cara que faz (e fala) o que o coração manda. Sempre foi assim, não? Não foi por rebeldia. Muito menos por vaidade. E também não foi porque ele queria compensar alguma coisa. Esqueça isso. Outra coisa: no dia em que Marcos for um problema no Palmeiras, terá chegado a hora de parar tudo e começar de novo.



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