CAIXA-POSTAL



Aos temas dessa semana: Guilherme (entre muitos) escreve: O que você pensa a respeito do Vanderlei Luxemburgo ter comentado o jogo do Palmeiras (contra o Argentinos Jrs, pela Copa Sul-Americana) na Rede Globo? Resposta: Entendo o raciocínio por trás da decisão de não levar os titulares para a Argentina. Havia uma boa chance do time se meter num jogo violento e ainda perder a classificação. Mesmo que o Palmeiras seja claramente uma equipe muito melhor do que a do Argentinos Jrs (o que desequilibrou a parada foi a atuação tenebrosa do trio de arbitragem no primeiro jogo). E aí a preparação para o jogo contra o Grêmio estaria prejudicada sob todos os aspectos. Mas acho que o VL deveria ter ido e dirigido o time lá. Mesmo que embarcasse no dia do jogo, depois de ter treinado os titulares em São Paulo. Comentar o jogo na TV atendeu vários propósitos: oportunidade de falar diretamente com o torcedor do Palmeiras, impacto na audiência do jogo, e uma espécie de compensação por não ter escalado os titulares. Mas acho que ele deveria ter trabalhado no jogo. ****** Gustavo escreve: Por que megamilionários (bem ou mal intencionados) ainda não se interessaram por comprar ou controlar clubes brasileiros, como acontece na Europa? Não seria mais interessante para eles dominar a fonte da matéria-prima? Resposta: Seria. Mas eles não podem comprar clubes brasileiros, como fazem na Europa, porque o nosso modelo de gestão é distinto. Os clubes aqui, infelizmente, não são empresas. Claro que eles têm a opção de controlar o departamento de futebol, receitas de TV, transferências de atletas, etc., como já fizeram. Mas isso não parece atender aos principais objetivos desses zilionários. Os americanos, que avançam principalmente sobre os clubes da Liga Inglesa, querem ganhar dinheiro. Nosso mercado não os atrai. Todos os outros (russos, árabes…) querem ter um brinquedo que lhes dê status nas altas rodas mundiais. Obviamente, o Brasil não lhes oferece isso. ****** Maurício escreve: Gostaria de tirar uma dúvida e saber sua opinião sobre arbitragem eletrônica. Você é a favor ou contra utilizar recursos eletrônicos, como imagens de televisão, durante as arbitragens? Resposta: Totalmente, absolutamente, intransigentemente a favor. Acho que a arbitragem de futebol é uma das raras atividades humanas que optam pelo atraso. Tenho até uma proposta técnica do uso da tecnologia para auxiliar os árbitros, que chamei de “O Apito Eletrônico”. Já publiquei minhas idéias aqui, e também no blog que fazia no IG. Se você quiser, posso te enviar por e-mail. ****** Sérgio escreve: André, li que vai ter um All-star game da NBA num estádio de futebol americano, mas não tenho mais detalhes. Você está sabendo disso? Resposta: Em 2010, no novo estádio do Dallas Cowboys, em Arlington, que será inaugurado no ano que vem. O lugar vai custar mais de 1 bilhão de dólares e terá capacidade para 100 mil pessoas. Dá até medo. O jogo será realizado em colaboração com o Dallas Mavericks. O novo estádio está na briga para receber algum Bowl, jogo decisivo de futebol americano universitário, e também uma edição do Final Four, do basquete da NCAA. ****** Obrigado pelas mensagens. Até sábado que vem. (e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link do lado direito da página) “Bata com força, Merril. Bata com força.” Rev. Graham Hess, em “Sinais”.



  • Rogerio J

    André, sobre a eletrônica no futebol, que tal dois “desafios” em cada tempo de jogo (quatro no total), podendo o treinador pedi-lo na hora que bem entender, limitando-se a, no máximo, dois por tempo de jogo? Abraço. AK: Isso faz parte da minha proposta. Um abraço.

  • Bruno

    Não entendi o “infelizmente” a respeito do modelo de gestão brasileiro. Claro que ele possui (inúmeras) falhas, mas graças a Deus os clubes não são empresas. Odiaria ver meu clube como forma de lavagem de dinheiro, como aconteceu com o Corinthians. Esses caras não estão para ajudar, são movidos de acordo com os seus interesses pessoais. Que esse tipo de gente fique bem longe daqui. AK: Seu comentário é incoerente. O Corinthians não virou empresa durante o período MSI. O que houve foi que o departamento de futebol foi “arrendado”, como aconteceu no mesmo clube com outros parceiros, e no Palmeiras/Parmalat. A transformação de um clube de futebol em empresa não favorece a prática de crimes financeiros. Ao contrário. Exige que a administração seja mais responsável, pois há punições previstas em Lei para os dirigentes. Por que você acha que os nossos ótimos cartolas são contra?

  • Bruno

    Aliás, posso estar enganado, mas tenho certeza que foi esse princípio de transformar os clubes em empresas que gerou as incontáveis dívidas do Vasco e do Flamengo. AK: Como expliquei abaixo, você está enganado.

  • Anderson Fernando

    André, depois da derrota do palmeiras para o fluminense, marcos disse um monte… Luxemburgo alguns dias depois disse abertamente que Marcos deveria ter uma postura parecida a de Rogério Ceni, que pagou a passagem com dinheiro do próprio bolso para apoiar o time, quando ele não jogaria. Agora pergunto a vc: que moral tem ele pra cobrar isso do Marcos, se a primeira coisa que ele faz, independente do campeonato eh abandonar o time, se ele eh o primeiro a abandonar o barco? AK: O que vi que o VL disse foi que o Marcos não deveria fazer críticas públicas ao time. Não li nada que tivesse a ver com o que RC costuma fazer. Um abraço.

  • thiago

    o que acontece com as msgs que mandamos pra vc na caixa postal e vc nao responde no blog ? ´ficam na fila pra proxima ou vc joga fora ? AK: Ficam na fila. Não apago nenhuma, a não ser as que são basicamente iguais às que respondi. Um abraço.

  • Anna

    André,achei muito maneiro ter jogo de basquete no estádio do Dallas.Bela ideia! Abraco,Anna

  • Ricardo

    2 opinioes. A Parmalat foi parceira do Palmeiras, diferente do Corinthians que arrendou o time pros russos e deve ter aprendido a lição . E a outra é que Luxemburgo foi atrás do Ibope da TV Globo pra já se justificar perante a torcida, o que ele mais falou foi elogiar o SP, o Muricy, o Rogério, etc, etc, etc. LAMENTÁVEL. Mas esperado de alguém como ele.

  • Alexandre Dias

    André, gostaria de receber uma cópia da sua proposta técnica “O Apito Eletrônico”. AK: Mandarei. Um abraço.

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