AINDA ESTOU VIVO, CANALHAS!*



(*Steve McQueen, em “Papillon”) Roger Federer (lembra dele?) demorou 1h51 para ganhar o US Open, ontem. Fez 6/2, 7/5 e 6/2 no escocês Andy Murray. Quem viu o jogo achou que estava vendo Pete Sampras, no auge. É fácil entender por que Federer é comparado, em estilo, ao americano. Saques ilegíveis, voleios precisos, um fenomenal trabalho de pés. E, claro, uma “direita correndo” (tradução literal de “running forehand”) que talvez seja tão boa quanto a marca registrada de Sampras. Fazia tempo que não víamos Federer nesta forma. Por isso, termos como “vulnerável”, “decadente”, e no caso de alguns exagerados, “acabado”, foram usados para descrevê-lo neste ano, em que Rafael Nadal o ultrapassou no ranking. Termos que certamente não se aplicam ao jogador que ergueu o US Open pela quinta vez seguida. Mas é inegável que o suíço não teve a temporada que queria, especialmente nos Grand Slams. Perdeu para Novak Djokovic na semifinal na Austrália, e para Nadal na final em Roland Garros e Wimbledon. Federer disse ontem que as derrotas para o espanhol em Paris e Londres foram “brutais”. Mas sua principal frase na entrevista coletiva foi a seguinte: “Você sente que perdeu um ano inteiro, chegando tão perto e, mesmo assim, ficando tão longe. Porque semifinais e finais não me ajudam mais na minha carreira. É por isso que isso aqui é tão grande – é gigantesco, na verdade.” Conseguir recuperar o que parecia perdido é mais uma prova de que Roger Federer é um tenista raro. E que nós somos privilegiados por vê-lo. (Apenas para ilustrar, duas informações interessantes: a final masculina do US Open durou 13 minutos a menos do que a final feminina, que teve dois sets. Quando vence o primeiro set, o retrospecto de Federer é 144-4.)



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