JOGOS DE AZAR



A caixa-postal do blog tem sido bombardeada por e-mails sobre a denúncia de armação na Copa de 2006. O jornalista canadense Declan Hill, autor do livro recém-lançado “The Fix: Soccer and Organized Crime” afirma ter provas de que a vitória do Brasil sobre Gana, por 3 x 0, foi manipulada pela máfia tailandesa. O ex-jogador ganês Abukari Damba, que já negou seu envolvimento, seria o intermediário entre os apostadores (que investiram numa vitória brasileira por pelo menos dois gols de vantagem) e sua seleção nacional. Hill disse que pensa em divulgar, na internet, gravações que comprovam a ligação entre Damba e os mafiosos. Torço para que ele faça isso. E não duvido nem por um segundo de que o placar tenha sido mesmo encomendado. E devidamente entregue. É só pensar um pouquinho: se há manipulação (comprovada) de resultados no futebol alemão, no italiano e no brasileiro, por que não haveria na Copa do Mundo? Por que a competição que representa o patamar mais alto de atenção, valores e interesses estaria livre do alcance das apostas, e do que as pessoas são capazes de fazer por dinheiro? Algumas mensagens chegaram usando a palavra “absurdo” para classificar a denúncia do jornalista (de quem nunca tinha ouvido falar, mas comprarei o livro), que diz que o mesmo grupo tentou aplicar em mais três jogos do Mundial da Alemanha: Itália x Gana, Itália x Ucrânia e Inglaterra x Equador. Discordo. O que é verdadeiramente absurdo é um site de apostas patrocinar clubes e campeonatos de futebol. E todo mundo achar normal.



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