COLUNA DOMINICAL



Talvez você tenha lido, na coluna da jornalista Mônica Bérgamo (Folha de S. Paulo, anteontem), uma pancadinha do Ministério do Esporte na Confederação Brasileira de Basquete. O ministro Orlando Silva disse que o basquete será um dos principais alvos da reestruturação do repasse de verbas governamentais aos esportes olímpicos. A CBB recebe R$ 2 mi por ano, fora o patrocínio da Eletrobrás, para fazer uma adaptação particular do filme “Querida, Encolhi as Crianças”. A Seleção feminina era o “álibi” da atual administração. Bronze em Sydney, quarto lugar em Atenas, quarto lugar no Mundial de São Paulo. O décimo-primeiro lugar em Pequim (entre 12 times) parece ter irritado o ministro. Muito pior do que o desempenho das mulheres, é o fato da única relação da Seleção masculina com os Jogos Olímpicos ser o aparelho de televisão. O Brasil está perdendo um esporte. E o presidente Gerasime Bozikis não vê nenhum problema em tentar a reeleição, em maio do ano que vem. A maior prova da escuridão em que o basquete brasileiro se encontra é que a opção a Bozikis é estimulante como uma visita ao dentista. Toni Chakmati, presidente da Federação Paulista, é mais do mesmo. Mas não leve a sério a bravata do Ministério dos Esportes. Tem toda a pinta de jogo de cena. O governo precisa divulgar que fez a parte dele, ao distribuir a fortuna que as confederações de esportes olímpicos receberam da Lei Piva nos últimos quatro anos. E dizer que a culpa pelo “sucesso” (o que o COB teve a coragem de afirmar, com cara lavada, aqui é obviamente uma ironia) em Pequim é culpa de quem sacou a grana e não mostrou resultados. Está tudo combinado. Brasília lava as mãos, quem deve vestir a carapuça (COB) finge que nada acontece, e todos voltam, daqui uns seis meses, de mãos dadas. Falando sobre a campanha do Rio 2016. O Brasil é o paraíso dos cartolas. ****** Sabe quem pagou a conta do fracasso do futebol na Olimpíada? Rafinha, lateral do Schalke 04. O clube tascou-lhe uma multa pela rebeldia de jogar em Pequim sem autorização. Valor não revelado, mas são 6 dígitos. E em euros. E os “estadistas” do Corinthians, hein? Mais um projeto malogrado, e outro na agulha. Incrível. Não se anuncia a cura, para continuar a vender o remédio. O US Open pode não parecer um grand slam tão charmoso quanto seus irmãos europeus. Mas é ótimo cobri-lo, mesmo com os jogos entrando pela madrugada. Quem gosta de fast-food, então, tem opções infinitas em volta do estádio Arthur Ashe. Jadel Gregório é ouro. No Grand Prix de Gateshead, na Inglaterra. Tudo na vida é uma questão de timing. A propósito, o triplista brasileiro quebrou um recorde mundial na Olimpíada. Chegou a Pequim com dois técnicos e, no dia da final, não tinha nenhum. Nos últimos quatro anos, Zé Roberto Guimarães mostrou que sabe perder. Desde a semana passada, mostra que sabe ganhar. O que é mais difícil. Amanhã, as “Notinhas Pós-Rodadas” estarão de volta. Bom fim de domingo.



  • Fabio

    Querida, Encolhi as Crianças e “Estadistas” foram impagáveis. O melhor do meu Domingo ! Abraço, /Fabio.

  • Anna Barros

    André,o basquete vai desaparecer se continuar essa inoperância. O US Open é charmoso sim.Nunca assisti à nenhuma partida de tenis in loco mas Flushing Meadows é uma graça. Queria um dia ver uma partida em Roland Garros. Quem sabe um dia? Vc voltou com força total! Que bom! Abraço,Anna

  • Alex Tseng

    A cara-de-pau do Nuzman é impressionante. Que mistério envolve esse cargo dele?

  • Rogerio J

    André, acho que tá na hora de haver algum movimento pelo esporte nacional. Coisa séria. Já estou cansado de ouvir ex-atleta (com algumas exceções – a Paula, por ex.) babar ovo para a poderosa, o COB e lamentar más jornadas do basquete. Como se não soubessem o porquê da atual situação. Aproveitando o momento eleitoral…Cara de pau. Péroba neles! Abraço

  • fabio velame

    Andre, gostaria de saber sua opiniao sobre a situaçao do Robinho, pra mim, ele é um cara pirracento, q tem q se colocar no lugar, parar de viajar na maionese, so pensa em ser o melhor do mundo, teve todas as chances no Real e nao conseguiu ser um jogador q o time sentisse falta. Fez beicinho por q o Real colocou ele como moeda de troca pelo Cristiano Ronaldo. Se ele tivesse feito pelo metade do q portugues fez, talves nao acontecesse isso. Agora ele q pense 10 x antes de assinar um contrato longo, pq ficar chorando pelos cantos e forçando a barra pra sair, é coisa rídicula. Ele é brasileiro mas nesse caso nao tem como defende-lo. Merece uma geladeira historica do Real pra deixar de ser besta….

  • Danilo Pires

    uhauhahua ganhei meu dia com essa”querida encolhi as crianças”! andré, impressionante como o nosso esporte tem alguns donos, como na federação de basquete, antigamente na de Judô, CBF e e muitoas outros casos q nao chegam ao nosso conhecimento. Esse é o país que sonha em ser sede de uma olimpíada? parece piada de mau gosto né?!abraço Ak!

  • Gustavo Villani

    André, tenho tido dificuldade em ouvir as entrevistas do Muricy. À parte o estilo do treinador, respeitável e particular, ele não mostra educação suficiente para suportar a pressão pela qual passa o clube. O SP, bicampeão brasileiro, perdeu o Paulista, a Libertadores, a Copa Sul-Americana e se afasta a cada dia da disputa do tri nacional. Penseo que ele deva, sim, respostas à torcida. No entanto, ele não suporta ser questionado sobre a queda de rendimento do time em 2008. O que vc pensa? AK: Penso que ele realmente exagera na irritação, às vezes. Um abraço.

  • Bruno Policarpo

    Seria interessante fazer uma matéria comparando a gestão do volêi e do basquete. Claro que contamos com uma geração ótima e técnicos de ponta no primeiro, mas tamanha disparidade de resultados entre os dois esportes é algo no mínimo engraçado. Aliás, seria bom extender a análise para os esportes “esquecidos” no Brasil, como handbol, pois talvez nessas modalidades pouco lembradas é que pode se encontrar novos ouros nas próximas olimíadas para o Brasil.

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