CAIXA-POSTAL



Reentrada concluída com sucesso. Aos temas da primeira Caixa-Postal pós-Pequim: Marco Aurélio escreve: O assunto é uma declaração do Anderson, que jogou a Olimpíada no meio de campo do Brasil, e foi mal. Perguntado sobre como ele reagia às críticas da imprensa, ele simplesmente disse que “quem me critica deve ganhar em toda a vida o que eu ganho em um ano no Manchester”. Pergunto: o que uma coisa tem a ver com a outra? Que caráter é esse dos nossos jogadores de futebol que escancaram que só estão lá pela grana mesmo, e que se dane o torcedor (ou consumidor)? Que criação deslumbrada teve este garoto? Ele se acha acima do bem e do mal só porque joga bola e ganha bem? Qual contribuição efetiva para o mundo, ou para as pessoas, ele pode dar com esta resposta cretina e infantil? Resposta: Não cobri o futebol na Olimpíada, e não li esta declaração do Anderson. Se ele realmente disse isso (e uso aqui o se não porque duvido, mas apenas porque não vi com meus próprios olhos), é triste. Concordo com todas as indagações que você fez, ainda que esse tipo de “raciocínio” seja muito frequente no futebol. Jogadores constumam usar o valor do salário para humilhar colegas de profissão em campo, portanto não surpreende que pensem dessa forma sobre quem “ousa” criticá-los. Mesmo que, obviamente, uma coisa nada tenha a ver com outra. Para alguns, como parece ser o caso do Anderson, o mundo se resume a isso. É pouco, não? ****** Helio escreve: A “Era Bernardinho” poderá ser dividida em pré e pós-Ricardinho? Resposta: Acho que o mais correto seria dizer pré e pós-briga com Ricardinho. Mas a resposta só virá com o tempo. Como Bernardinho continuará comandando a Seleção (e não há nenhum motivo para que não seja assim), os resultados futuros mostrarão se a ausência do levantador fará tanta diferença. É importante lembrar que uma medalha de prata olímpica é uma conquista enorme (lembra da nossa “geração de prata” dos anos 80? Era um baita time), e que a derrota para os EUA na final poderia ter acontecido com Ricardinho no time. Só quem tem poderes paranormais pode afirmar que as coisas seriam diferentes com ele em Pequim. ****** Renato escreve: Os recordes mundiais quebrados na Olimpíada, principalmente no atletismo e na natação, não sugerem o uso de substâncias proibidas? Resposta: Essa é uma maneira de olhar para resultados tão expressivos, é uma pergunta que está sempre presente. Por outro lado, os Jogos de Pequim foram marcados por um rigoroso controle anti-doping, até com exames de sangue. Usain Bolt e Michael Phelps, os dois maiores nomes da Olimpíada, tiveram de conviver com esse tipo de questionamento. A resposta depende se você acredita que, no esporte de alto rendimento, todos são inocente até que se prove o contrário. Ou se você acredita no inverso. ****** Mauro escreve: Comeu muita coisa estranha na China? O que foi mais difícil de encarar? Resposta: A coisa mais estranha que comi foi uma pizza comprada num supermercado, dessas de descongelar. Felizmente, não tive de recorrer aos excessos da culinária local: escorpiões, gafanhotos, casulos de borboleta e similares. Almocei no Centro de Imprensa (comida internacional) na grande maioria dos dias, e jantei em restaurantes “não-chineses”, ou em casa. Nesse aspecto, foi muito mais tranquilo do que eu imaginava. Minha única incursão na gastronomia chinesa foi o famoso pato, que é imperdível. ****** A Caixa-Postal está de volta a seu ritmo normal. Muito obrigado pelas mensagens. (e-mails para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link do lado direito da página)



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