PRATA, PARA VOLTAR AO TOPO



Se a seleção brasileira de vôlei masculino tivesse conquistado a medalha de ouro neste domingo, estaria no olimpo dos esportes coletivos. Seria, oficial e eternamente, um dos maiores times da história. De qualquer esporte. Bernardinho falou sobre o assunto em algumas entrevistas, e esse legado certamente estimulava seu time. Não que a medalha de prata retire a seleção que ganhou quase tudo o que disputou, com basicamente o mesmo grupo, da conversa sobre times que marcaram época. Mas o ouro, a segunda visita seguida ao topo do mundo, “fecharia” a caminhada dos atuais jogadores com o máximo de glória. A medalha de prata é misteriosa. É resultado de uma derrota e, por isso, um orgulho que demora a chegar. Ganha-se o ouro e o bronze. Perde-se a prata. Lógico que é difícil ver isso agora, mas é muito bom para o esporte que outro time tenha conseguido alcançar o nível que o Brasil mostrou nos últimos anos. E não é de hoje que os Estados Unidos incomodam a seleção brasileira. A barra do voleibol mundial foi elevada pelos americanos (3 x 1: 20/25, 25/22, 25/21 e 25/23) neste domingo. Buscar novas alturas é a missão de quem pretender desbancá-los daqui a quatro anos. Não há nenhum motivo para duvidar de que o Brasil pode fazer isso. Principalmente porque Bernardinho disse que continuará no comando de uma das seleções mais vitoriosas que já vimos. Se não for a mais. Às vezes, não há nada melhor do que uma frustração para nos levar adiante. Uma medalha de prata, por incrível que pareça, é capaz disso.



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