ATARI



(Lembrar que eu tive um desses, e como ele parecia moderno, é uma prova assustadora de como o tempo passa rápido) Cobrir um treinamento de ginástica artística aqui em Pequim é como um videogame. Você tem de “passar de fase”. Primeiro precisa encontrar o local. Pode ser uma das sedes de competição, ou um ginásio usado apenas para treinos. No primeiro caso, a tarefa é bem mais simples. Todas as sedes olímpicas estão listadas num livro entregue aos jornalistas, com informações de transporte. Mapas, rotas, número do ônibus, horários de saída e chegada ao Centro de Imprensa, tempo estimado do trajeto, quantidade correta de shoyu no yakissoba… está tudo no livrinho. Fora isso, você tem de se virar. Um mapa de Pequim, disponível na recepção do IBC, mostra com destaque as praças esportivas da cidade que podem ser utilizadas pelas delegações. Há ônibus para esses locais, também. Mas demoram muito. A melhor idéia é confirmar o local do treinamento, pegar o mapa (que é em chinês de um lado e em inglês do outro) e mostrar para o motorista. A questão é que esses treinamentos sempre acontecem em lugares muito grandes. Universidades, Centros de Educação Física… onde há vários pavilhões. Hoje de manhã, até o simpático voluntário chinês conseguir me explicar (ou melhor, até eu conseguir entender) que estávamos no pavilhão de judô, foram uns dez minutos. O rapaz nos guiou até o outro prédio, onde finalmente consegui saber que a seleção brasileira estava treinando. Aí começou outra fase. Como equipes de vários países treinam ao mesmo tempo nos aparelhos, é preciso obter autorização de todas para entrar no recinto e gravar imagens. Se um time não quiser, seja por segredo, mau humor ou raiva de jornalistas brasileiros, você está fora. Um voluntário pega as credenciais, leva para os técnicos saberem quem está querendo ver o treino, e eles dizem sim ou não. Por sorte, franceses, bielo-russos, uzbeques e mexicanos não se importaram conosco hoje. Falar com as ginastas (a razão de tudo) é a terceira fase. Passamos por essa tela também.



  • sergo lima

    So´ passando pra dizer que e´ sempre um prazer ler sobre o que vc escreve. Eu e agora minha esposa temos rido muito com suas aventuras olimpicas. Espero que vc curta bem tudo por ai e continue nos trazendo materias sempre diferenciadas e informativas, abrangendo aspectos quase nunca tratados pela midia como um todo sem esquece do esporte que nos tanto adoramos. Abracos.

  • James Freitas

    Grande André, Do jeito que você comentou sobre a demora do ônibus na China, país mais populoso, o prefeito de SP deve estar dando saltos triplos de alegria…… A demora é tão grande quanto os onibus de São Paulo? AK: Não, nem perto. São os ônibus do transporte oficial de jornalistas, que fazem a ligação entre o Centro de Imprensa e as sedes olímpicas. Um abraço.

  • Zelda Melton

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  • Lonnie Briggs

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