GUD MOWNING, SÃR



Creio que você imagina a preocupação dos chineses com a segurança nesta Olimpíada. O mundo pós-11/9 exige vigilância constante em eventos dessa magnitude. Entrar na área do Centro Internacional de Transmissões, que dá acesso ao que eles chamam de Olympic Green (50% dos locais de competição, incluindo o Estádio Olímpico, o Estádio Nacional Indoor, e o Centro Aquático) é coisa de filme de espionagem. Além dos tradicionais (e, aqui, de péssimo humor) detectores de metal, e da revista subsequente, há também uma checagem de credenciais. Você encosta o documento num painel com uma luz vermelha e uma verde. A máquina lê o código de barras. Se der verde, você entra. Não sei exatamente o que acontece se der vermelho, mas não deve ser bom. A tenda de entrada é o primeiro contato com os sorridentes e prestativos voluntários chineses. São 75 mil deles. Na tenda, trabalham uns vinte. Todos, sem exceção, cumprimentam quem chega e quem sai, ao mesmo tempo. É o sonho de uma famosa cadeia de locação de DVD´s. A simpatia continua na hora da revista. “Ôpem yo ams, plis” “Tãn awaund, plis” “Tãnkyuvewimãch, sãr” Eles são ótimos. Na entrada das sedes de competição, mais uma pegadinha de segurança. Os voluntários usam um plástico transparente (do tamanho de um cartão de crédito) para ler um selinho tridimensional colado na credencial. Quando o plástico está sobre o selo, aparece um monte de OK´s, e o voluntário sorri de orelha a orelha. “Plis cãmin, sãr” Por enquanto, ninguém está com muita pressa, e a convivência tem sido tranquilíssima. Tomara que continue assim quando o bicho pegar, mas eu não apostaria nisso. Infelizmente. Deve ser uma das coisas mais difíceis do mundo lidar com jornalistas que dormem pouco, trabalham muito, e acham que todas as portas devem estar sempre abertas.



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