CAIXA-POSTAL



As malas deveriam estar prontas. Mas não estão. Aos temas da semana: Marco Aurélio escreve: Fico pensando às vezes o que falta aos jogadores brasileiros: personalidade, comprometimento, vergonha, patriotismo, sei lá??!!. Veja este exemplo: saiu o valor do “bicho” pelo título olímpico do vôlei masculino. Se forem campeões cada um deles receberá mais de 265.000,00 reais, valor igual para os 12 jogadores e comissão técnica integral. Mas este dinheirão todo é só PELO TÍTULO. Se ficarem em segundo ou terceiro (que também já seria um feito) a grana será apenas simbólica. Todo mundo topou! O Dunga poderia fazer isso com a Seleção dele em Pequim, não?! Será que teria “quórum”? Resposta: Não sei se entendi direito a sua pergunta. O prêmio “por conquista” é muito comum no futebol, e não acho que esse seja um problema. A questão é a mentalidade de cada um, e como as pessoas lidam com a relação entre objetivo esportivo e objetivo financeiro. É evidente que os dois caminham juntos, mas não tenho dúvida, por exemplo, de que os jogadores da Seleção Brasileira de vôlei consideram a medalha de ouro olímpica o que há de mais importante, independentemente do “bicho”. Não sei se posso dizer o mesmo, em outro exemplo, em relação à Seleção Brasileira de futebol que disputou a Copa de 2006. O que achei interessante sobre a divulgação do prêmio que a CBV pagará pelo ouro em Pequim é o aumento em relação à Atenas: 63,8%. O “bicho” em 2004 foi de 2,9 mi de reais. Agora, são 4,5 mi. ****** Desney escreve: Há alguns dias você levantou a bola (sobre um pênalti cobrado com paradinha e defendido pelo goleiro, que se adiantou) e agora que aconteceu (no empate entre Portuguesa e Flamengo), gostaria que você comentasse novamente sobre o episódio. Resposta: Pois é, aconteceu. O Bruno pegou o pênalti cobrado pelo Diogo, e o árbitro mandou voltar. É exatamente o caso que comentei aqui, com a ajuda do ex-árbitro Renato Marsiglia. E como o goleiro se mexeu para a frente antes da bola ser tocada, o juiz cumpriu a regra ao mandar bater de novo. Como deixei claro, não acho justo, mas é a regra. A paradinha é permitida, não há o que discutir. Só acho que uma coisa é interromper o movimento em direção à bola, outra é interromper o movimento do chute. Ou se libera o goleiro para se mexer em caso de “chute falso”, ou se proíbe o batedor de ameaçar bater. Mas não vai acontecer nada. ****** Jorge Luis escreve: Você vai cobrir o futebol nas Olimpíadas? Resposta: Não, vou ficar em Pequim. Este será um blog essencialmente olímpico a partir da próxima terça-feira. ****** Renato escreve: Aproveitando que você está a caminho da China, uma curiosidade: o que você prefere, Olimpíada ou Copa do Mundo? Resposta: Impossível responder. São dois eventos totalmente diferentes, que se movem em ritmos distintos. A Copa gira em torno dos jogos, que acontecem em intervalos. A Olimpíada é dia a dia. Para quem cobre a Seleção Brasileira, meu caso em dois Mundiais, é treino, coletiva, zona mista, jogo, coletiva, zona mista. Nos Jogos Olímpicos, as coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. De forma geral, trabalha-se mais na Olimpíada, mas a Copa acaba sendo mais cansativa, porque é mais longa. Não me peça para escolher um, porque não dá. São duas experiências inesquecíveis. ****** Obrigado pelas mensagens. “Estou indo fazer uma coisa estúpida, mas vou assim mesmo.” Llewelyn Moss, em “Onde os Fracos não têm Vez”.



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