COLUNA DOMINICAL



O Ginásio do Ibirapuera lotava, naquela época, para ver jogos de basquete, como qualquer ginásio brasileiro lota, hoje em dia, para ver jogos de vôlei. Corinthians, Monte Líbano, Sírio… faziam grandes jogos diante de grandes públicos, entregavam um espetáculo de alta qualidade para quem estava acostumado a ver a Seleção Brasileira masculina disputar os Jogos Olímpicos. Anos 80. Perdi a conta de quantos jogos vi, in loco, no Ibirapuera. Lembro de Rocky Smith, um armador americano que jogava no Corinthians, e tinha um arremesso de canhota que parecia dotado de mira a laser. Lembro de Cadum, ganhando um título paulista para o Monte Líbano com um ganchinho nos últimos segundos. Lembro até de um jogo que deu um barulho danado, porque o Corinthians tinha de ganhar do Sírio por um determinado número de pontos, mas só vencia por 2 nos segundos finais. Mauri roubou uma bola na defesa e fez a bandeja, enquanto o banco do Sírio gritava para ele não fazer a cesta. É que, empatado, o jogo foi para a prorrogação, dando nova chance ao Corinthians. Se perdesse por dois pontos, o Sírio estaria classificado do mesmo jeito… Há quem diga (e conversei sobre isso dia desses com Zé Boquinha) que o Corinthians perdeu a bola de propósito para que o jogo terminasse empatado. Lembranças de uma época em que o Ibirapuera também lotava para a ver a seleção masculina. Marcel, Oscar, Nilo, Guerrinha, Marquinhos, Carioquinha… a geração que ganhou os Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, numa tarde de domingo que não perde em nada para qualquer outra tarde de domingo na história do esporte brasileiro. Época em que o Brasil jogou em Moscou, em Los Angeles, em Seul. Também jogou em Barcelona e Atlanta, já na década de 90. Achávamos que a CBB era mal administrada, e era mesmo, mas jamais imaginávamos que veríamos quatro ciclos olímpicos passarem pela televisão. O que prova como a atual administração da confederação, com Gerasime Bozikis no comando desde 1997, é ruim. É bem pior do que ruim. Nossa seleção masculina é o retrato de um país que não tem juvenis, não tem campeonatos, não tem projeto, não tem esperança. Mas tem um presidente que acha que está tudo bem, que essas coisas acontecem, e que já avisou que será candidato, em maio de 2009, a prolongar sua prestação de serviços ao nosso basquete. Ou ao basquete dele, forma melhor de descrever a situação. No frigir dos ovos, como bem diria minha avó: em 11 anos da “Era Grego”, jamais um jogador brasileiro de basquete pisou numa quadra olímpica. Se isso não é suficiente para mandá-lo embora, quero saber o que será. ****** Se você tem filhos pequenos, sabe o que os Backyardigans significam. Pois eles estão se apresentando em curta temporada, em São Paulo. Não perca tempo, e vá. Cem milhões de euros por Kaká, e o Milan disse não. Não sei o que me impressionou mais, a oferta ou a resposta. Por falar em Milan, cometeram o deslize de apresentar Ronaldinho (Deus queira que o tal “Dinho” não pegue…) com uma camisa sem nada às costas. Camisa de time de futebol, por mais bonita que seja, sem nome e número, é pijama. Pelo menos para mim. Ainda o Milan: o técnico Carlo Ancelotti disse que pensa num 3-2-1, do meio para a frente. Seedorf, Pirlo e Gattuso; Kaká e Ronaldinho; Pato. Muito otimismo, eu sei. Mas imagine só. Tenho gostado da maneira respeitosa e madura como a Polícia Federal tem tratado a opinião pública brasileira. A julgar pelo episódio do diálogo (mal editado) com o delegado Protógenes Queiroz, a PF nos tem em altíssima conta. Bom fim de domingo.



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