COLUNA DOMINICAL



O homem que está por trás do sucesso dos goleiros do Palmeiras, se despedirá hoje do clube. Carlos Pracidelli, como você deve saber, está indo para o Chelsea. Conversamos rapidamente, há uns dez dias, após um treino na Academia de Futebol. Felipão ainda não tinha ligado para fazer a proposta oficial, contou o futuro ex-preparador de goleiros, mas as coisas estavam encaminhadas. Os dois aguardavam o fim da campanha da Seleção Portuguesa na Euro 2008 para ter a conversa definitiva. Mas Pracidelli não tinha dúvidas sobre seu futuro. Lembrou-me que já tinha trabalhado como auxiliar da comissão técnica do Palmeiras, no início dos anos 90, na função de observador de adversários. E disse que, ainda que gostasse muito do trabalho que faz com goleiros, estava animado com a possibilidade de crescimento profissional que o convite de Felipão significaria. Desnecessário, obviamente, tocar no aspecto financeiro. A notícia da saída de Pracidelli se confirmou na mesma semana em que o Palmeiras negociou o zagueiro Henrique com o Barcelona, por 10 milhões de euros. Henrique é um belo jogador, fará falta ao Palmeiras e sucesso na Europa. Mas talvez o clube sinta mais a ausência do conhecimento de Pracidelli e de sua influência no dia-a-dia de seus ótimos goleiros. Marcos e Diego Cavalieri que o digam. E quando Bruno, o terceiro goleiro, que um dia será o primeiro, fizer jus aos mesmos elogios que aqueles que o precederam, Pracidelli será lembrado. Ele merece. ****** Desde o começo do ano, muito se falou e se escreveu sobre o cinquentenário da conquista do título mundial de 1958. O aniversário, oficialmente, é hoje. Chato que, entre tantas coisas boas para lembrar, a ignorância dos atuais jogadores da Seleção sobre o que aconteceu meio-século atrás tenha ganho o destaque que ganhou. Continuo com a minha opinião: eles apenas não associam as imagens que certamente viram (todo mundo que gosta de futebol viu), com o fato. O que também é uma pena. Quem ganha a Euro 2008? Quem ganha sempre, ou quem perde sempre? Sendo campeã ou não, a Espanha parece ter encontrado um time para muitos e muitos anos. Estou torcendo para Rafael Nadal levantar o troféu em Wimbledon. E agora estou indo trabalhar. Até as Notinhas, com os comentários sobre a final da Euro e a rodada do Brasileirão. Bom fim de domingo.



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