NA TELA



A quarta-feira de futebol começa com um jogo que é mais do que um jogo. Como já disse antes, não gosto muito de ver o futebol se misturar com outros assuntos. Mas fingir que nada acontece seria cegueira voluntária, o que é pior. Alemanha x Turquia (St. Jakob-Park, Basiléia, 15h45 – SporTV e Record), semifinal da Euro 2008, é um encontro que ultrapassa as fronteiras esportivas. Para ilustrar, o blog agradece e publica o e-mail enviado pelo blogonauta Edney Vieira: “André, Como já te disse em e-mail anterior, moro na Turquia há cerca de um ano e meio. E quem vive aqui conhece exatamente a essência do que se vê nos campos do Euro 2008. Se você visse o “tom” das propagandas que são inseridas continuamente na programação da TV, entenderia perfeitamente o que quero dizer. Eles encaram essas partidas como autênticas batalhas e sentem na pele o dever de mostrar ao mundo a tenacidade do povo turco… e aqui também basta uma pesquisa rápida sobre a história deste país a partir da Primeira Grande Guerra e a fundação da República da Turquia, que tudo fica absolutamente claro. Eles podem até perder da Alemanha (como até é provável), mas vão vender caro… muito caro ! Até porque esse jogo vai muuuuuito além das quatro linhas. Grande abraço, Edney Vieira” Não há colônia estrangeira maior, na Alemanha, do que os 2,4 milhões de turcos. Não há tantos turcos, fora de seu país, em nenhum outro lugar do mundo. Some isso ao fato de que a Seleção Turca tem feito uma campanha desaconselhável para cardíacos, com gols nos últimos segundos, e que a Alemanha é obviamente um time superior, e você terá o cenário completo para um jogo épico. Para aumentar o drama, o técnico Fatih Terim só tem 13 jogadores (dois são goleiros) à sua disposição. São 10 desfalques, entre machucados e suspensos. O terceiro goleiro Tolga Zengin pode aparecer na linha, dependendo da necessidade. É roteiro de filme. Mais tarde, o Fluminense (Estádio Casa Blanca, Quito, 21h50 – Globo, menos SP, e SporTV) faz o primeiro dos dois jogos mais importantes de seus 106 anos de história, contra a LDU, pela final da Copa Libertadores. O estádio é conhecido, o adversário também (pela fase de grupos: 0 x 0 em Quito e 1 x 0 no Maracanã), assim como os efeitos da altitude de 2.800m na velocidade da bola, de modo que não há motivo para surpresas. O Fluminense tem mais time e mais qualidade. É preciso apenas lembrar que, na decisão da Libertadores, gols marcados pelo visitante não servem para o desempate. O que decide é o saldo de gols após os dois jogos. Em caso de empate no saldo, prorrogação e pênaltis. Concordo com quem acha que o intervalo entre as semifinais e a decisão brecou o embalo do Fluminense, após eliminar São Paulo e Boca Juniors. Que o time consiga reencontrar aquele espírito, em Quito. ATUALIZAÇÃO, 11h57 – Faltou dizer, em nome da informação correta (e sem juízo de importância do evento) que a TV Globo oferece a seus telespectadores paulistas, no mesmo horário da final da Libertadores, o jogo Bragantino x Corinthians. Pela Série B do Campeonato Brasileiro.



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