DOZE HOMENS E UMA MISSÃO



Kobe Bryant (Los Angeles Lakers) LeBron James (Cleveland Cavaliers) Dwyane Wade (Miami Heat) Carmelo Anthony (Denver Nuggets) Jason Kidd (Dallas Mavericks) Tayshaun Prince (Detroit Pistons) Carlos Boozer (Utah Jazz) Chris Bosh (Toronto Raptors) Dwight Howard (Orlando Magic) Chris Paul (New Orleans Hornets) Michael Redd (Milwaukee Bucks) Deron Williams (Utah Jazz) Na semana passada, alguém perguntou sobre a Seleção Americana de basquete que vai aos Jogos de Pequim. Está aí em cima, anunciada ontem em Chicago. São 12 caras numa missão: fazer com que a seleção dos Estados Unidos volte a ser respeitada pelo que eles chamam de “basquete internacional”. Os americanos chegaram a Atenas, em 2004, com um retrospecto de 109-2 em Olimpíadas. Levaram uma surra de Porto Rico, e ainda perderam para Lituânia e Argentina. O time de Atenas tinha Wade, Anthony, James e Tim Duncan. Mas não era um time. Não sabia o que encontraria na Grécia, pois não estava muito preocupado. Falou muito e treinou pouco. Dois anos depois, no Mundial do Japão, mais humilhação: derrota na semifinal para a Grécia, e terceiro lugar. O time do Mundial também tinha Wade, Anthony, James, além de Bosh e Paul. Mas também não era um time. Não se preparou pelo tempo necessário, foi surpreendido pela diferença de tamanho e pela própria incapacidade de jogar atrás no placar. O técnico era Mike Krzyzewski, que comanda o programa de basquete da Universidade de Duke desde 1980. Antes de ir ao Japão, Krzyzewski (pronucia-se “Sha-shef-ski”) liderou um processo de seleção de jogadores, no qual exigiu deles um compromisso de três anos, que expira no avião que trará o time de volta da China. Quem manifestou satisfação com o fato de já ter disputado as Olimpíadas (Kevin Garnett, Tim Duncan), ficou de fora. Quem se mostrou preocupado com o impacto do compromisso no descanso, e até nas finanças (Amare Stoudamire), também. No ano passado, os Estados Unidos garantiram a vaga em Pequim ao vencer o torneio qualificatório realizado em Las Vegas, com uma campanha de 7 vitórias em 7 jogos. Oito jogadores que irão à Olimpíada estavam no time, e seis estiveram no Mundial do Japão. “Já somos um time”, disse Krzyzewski, “temos continuidade, o que não tivemos no passado, e temos um relacionamento, também´, completou. Nada disso garante aos americanos a medalha de ouro que conquistaram pela última vez em Sydney 2000, com alguns sustos. Mas garante ao mundo um torneio olímpico de basquete com todos os times no mesmo nível de preparação e interesse. Não dá para perder nenhum jogo.



  • Lippi

    André, não é impossível esse time perder. Ainda mais depois do que vimos na última olimpíada. Parecia até uma seleção de um certo “país do futebol” na última Copa. E outra coisa, fora do tópico – o blog do Flavio Gomes mudou de endereço, se vc puder mudar o link. Abraço AK: Só para evitar confusão: a última frase do texto é sobre nós, não sobre o time americano. Vou pedir a mudança do link para o blog do Flávio. Obrigado e um abraço.

  • André Falavigna

    Não entendo necas de pitibiribas de basquete, apesar de achar o jogo lindo. Mesmo assim, notei um troço estranho e fiquei curioso: por que não há nenhum jogador do time que acabou de ser campeão, o Boston Celtics? Existe explicação sensata para isso? Porque que é muito diferente, disso não há dúvida.

  • camisa 6

    Oi Andre, Bom saber que o time americano vem armado para as olimpiadas, promete um bom basquete. So queria saber o porque eles estarao com as estrelas da NBA, e olha que eles tem muitas, e nos, que nao temos tantas assim, nao teremos nenhuma naos olimpiadas. Lamentavel.

  • Raoni

    kevin Garnett e Paul Pierce não poderiam estar de fora… E olha que sou Lakers… AK: Não quiseram se comprometer pelo período exigido pela USA Basketball. Um abraço.

  • gustavo oliveira

    tirando o dream team, primeiro e unico, essa é a seleção americana mais forte que eu ja vi.. acho dificil, muito dificil perder o ouro… seria ainda melhor se tivesse o Stat, Pierce e Garnett.. bas esta de ótimo tamanho pra vencer com sobras

  • Felipe

    Fala André! Fui eu que pedi a relação dos possíveis convocados da seleção americana na semana passada…e pela lista dos 33 possíveis convocados que vc tinha indicado achei que ficou faltando Pivô na lista final…só o Howard do Orlando Magic é aquele pivo pivo mesmo…Amare Stoudemire não merecia uma vaguinha não? abraços AK: Está explicado porque ele não faz parte do time. Um abraço.

  • Alex

    Não entendo nada de basquete, mas ninguém do time do Boston campeão depois de vários anos de fila serve para essa seleção? AK: A USA Basketball exigiu um compromisso de 3 anos de cada jogador com a seleção. Nem todos aceitaram. Chegou-se a uma lista com 33 jogadores, da qual 12 foram escolhidos ontem. Paul Pierce estava na primeira lista, mas, como se sabe, ele tem uma lesão no joelho. Sua ausência no time não foi explicada, nem ele falou a respeito. Um abraço.

  • Rodros

    André, você acha que o Leandrinho ou o Nenê teriam espaço em uma seleção dessas caso, obviamente, fossem norte-americanos? AK: Acho que não. Um abraço.

  • Ricardo

    Vou torcer para esse time ganhar a medalha de ouro. Até porque acho que e seleção brasileira não irá disputar o torneio. André, você torce por algum time da NBA? Qual seria esse time?

  • Arduine

    A não ser q

  • Arduine

    (Por favor, ignore a msg anterior. Foi enviada sem querer). A não ser que o Brasil, por uma zebra do tamanho de uma baleia, se classifique no pré-olímpico mundial. Neste caso aí até que dá pra perder alguns joguinhos pra não nos sentirmos envergonhados. Abraço.

  • David

    Uma vantagem dos americanos é a diferença da distância da linha de 3 pontos. Embora pequena, permite chutar num ponto anterior ao que os jogadores “internacionais” estão acostumados a posicionar a marcação. E uma desvantagem, grande, é na diferença da arbitragem. Como tem coisa que se apita lá que não se apita cá, e vice-versa, a comissão técnica tem que fazer um trabalho de orientação adequado, pra evitar, como já se viu, jogadores americanos estressadinhos com os árbitros por acharem que estão na NBA.

  • Rafael

    Hummm…acho que com Kobe eles podem se superar. Mas ainda longe dos áureos tempos do Dream Team. AK: Tempos em que o chamado “basquete internacional” apenas aplaudia os caras. Não que eles não merecessem… um abraçco.

  • Rubens Borges

    bom o time.. e dessa vez treinado, não entregaram as camisas apenas… não aguento mais esperar pelas olimpíadas!!! André chegou a ver o vídeo do Shaq fazendo um rap pro Kobe? Rí bastante

  • Leandro Thome

    Eu nao me lembro quais jogadores estavam na lista dos 33 primeiros, mais acho que essa selecao com tantos arremessadores e pontuadores precisava de mais um reboteiro e bom de defesa (Marcus Camby como exemplo). Acho que ao decorrer da competicao vao sentir falta de mais um pivo, ate pq se o Howard nao estiver bem ou machucar… FERROU!!! Abraco

  • Fábio Savarese

    porque não tem ninguem do atual time vencedor da NBA? para mim isso é um absurdo! AK: Não é tão absurdo assim. Veja os outros comentários. Um abraço.

  • Anna Barros

    Andre,a Espanha e a Argentina sao fortes mas dessa vez os EUA ganahrao o ouro.Serao jogos imperdiveis! Gosto da Alemanha tambem mas tem um jogador so de nome complicado e com N que desequilibra.Abraco,Anna

  • Leonardo Genovesi Wandscheer

    Leve seu amigo Muricy para ver os jogos. Ele disse que futebol é igual basquete. Quem sabe nao recebe alguma proposta para trabalhar nos EUA, na NBA.

  • RODRIGO MENDES

    André, e os jogadores do Celtics não mereciam ser lembrados? Ou eles são bons apenas no conjunto do Celtics? Abraço. AK: Dê uma olhada nas respostas dos comentários. Essa questão já foi explicada. Um abraço.

  • André Luis Dadi

    E o Brasil não estará lá. Por um lado é uma pena, porque acho que teriam condições de estarem nas Olimpíadas. Por outro é até bom, porque merecem ficar sentadinhos em casa, olhando quem sabe jogar, assim como fazem na NBA, esquentando o banco pros caras que realmente fazem a diferença. Você acha que foi algum boicote André? Abraço.

  • Willian Ifanger

    Volei e basquete nas Olimpíadas serão imperdíveis. Aliás, as Olímpiadas fazem bem demais pra dar aquela lavada na carcaça que só se preocupa com futebol 90% do dia. Não, 80%….tem mulheres e filhos ainda…..hehehehe. AK: E essa, companheiro, vai ser na base da cafeína. Aqui, para aguentar as madrugadas esportivas. Lá, para aguentar a carga de trabalho. Mas valerá muuuuito a pena. Um abraço.

  • Arduine

    Charles Barkley do Phoenix Suns Larry Bird do Boston Celtics Clyde Drexler do Portland Trail Blazers Patrick Ewing do New York Knicks Earvin “Magic” Johnson do Los Angeles Lakers Michael Jordan do Chicago Bulls Christian Laettner da Duke University Karl Malone do Utah Jazz Chris Mullin do Golden State Warriors Scottie Pippen do Chicago Bulls David Robinson do San Antonio Spurs John Stockton do Utah Jazz Técnico: Chuck Daly do Detroit Pistons Único DREAM TEAM da história! A Seleção Brasileira (de Oscar) se orgulha de ser uma das únicas 3 seleções (junto com Espanha e Croácia – que jogou a final) a fazer mais de 80 pontos nos caras nas Olimpíadas de 92.

  • Rogerio Jovaneli

    Olá AK, posso tratar de outro assunto? Então lá vai…digamos que o dono da empresa para quem trabalha resolve fazer um programa especial, voltado ao Ricardo Teixeira. Não se trata de levar uma sabatina, de entrevista, de colocar o cara para dar explicações. Nada disso. Querem homenagear a figura. Isso contra a sua vontade, é claro. E o seu patrão sabe muito bem que você nunca quis participar de algo do gênero. No entanto resolve convidá-lo, sem vocês saberem, já com tudo armado. Calma, sei que ESPN e Lance não fariam isso…mas, nessa hipotética situação, o que você faz? Seu patrão sabe que não quer, mas arma essa pra você? Acha possível ainda o quererem como funcionário, depois de algo assim? Abraço ao colega AK: Não acho que se trate de uma situação hipotética. É uma situação impossível. A troco de que o dono da empresa vai “armar” para o funcionário? Mesmo assim, se algum dia isso acontecer, será uma questão do jornalista fazer seu papel e dizer que fará as perguntas que acha necessárias. Se o patrão não concordar, é só procurar outro funcionário que aceite fazer o programa. Simples. Um abraço.

  • Marcelo

    Imperdíveis mesmo, independente do horário. Agora, achei meio estranha essa convocação. Apenas Bosh, Boozer e Howard como homens de garrafão considero temerário. Mas o técnico (como vc descobriu que se pronuncia assim o nome dele?) pensa em usar Prince e Carmelo jogando lá embaixo também. O que vc acha disso? Abraço AK: A pronúncia correta está no site dele (coachk.com). Sobre o time, acho que tamanho, como em 2006, será um problema. Mas pelo menos dessa vez será um problema conhecido. Um abraço.

  • Willian Ifanger

    Mas André, numa boa, pra quem trabalha durante o dia não tem coisa melhor que ter Olímpiadas “à noite”. Dá pra assistir a quase tudo, mesmo que isso sacrifique um pouco do sono. Pra quem é pai recente, coisa simples de passar por cima. Hehehhe. As Olimpíadas de Sidney eu curti como nunca. Assisti muita coisa cochilando em sofá e acordando de repente pra ver se não tinha perdido nada de importante. Foi diversão pura. Assim como na Copa Coréia/Japão. O sono coloquei em fase depois. E cobrir as Olímpiadas só não deve ser melhor do que disputar elas. Ahhhhhhh….no meu comentário eu escrevi “mulheres”….UEPA! Ai se a minha única mulher lê isso……hahhahaha. AK: De pleno acordo. Eu me lembro de levar o colchão para a sala da minha casa durante a Olimpíada de Seul, em 88. Passava a noite em claro. Mas que era duro ficar de olhos abertos durante o dia, era. Um abraço.

  • Leonardo

    Bom, Dream Team não vai ser. A reserva técnica dos jogadores da NBA caíram muito(e a dos outros subiram na mesma proporção), e isso nivelou o jogo. Ainda assim, é o único país a contar com 12 NBA´s. As diferenças de regras têm pesado bastante. A quadra maior, o círculo imaginário, os 3 segundos da defesa…Tudo isso não existe na FIBA, sem falar nos critérios de arbitragens(A FIBA é bem mais rigorosa com os contatos, apesar do que a gente vê no Brasil…) Vale lembrar que Mike Krzyzewski já foi escolhido justamente pelo fato de as regras do basquete universitário americano serem mais semelhantes às da FIBA. Só acho que, em 2006, eles se prepararam um pouco melhor. Aliás, tanto quanto os outros. O diferencial desse time é Bryant. os demais são os mesmos derrotadas de 2004 e 2006, e que já não botam medo em ninguem. Vai ser uma faca de dois legumes: Um time versátil no ataque, com Anthony jogando na posição 4, como aconteceu no Pré-Olimpico, mas que pode sofrer quando enfrentar Gasol, Dirk Nowitzki, Scola, Oberto e cia… Eles são muito mais eficientes na FIBA do que na NBA. AK: A principal diferença é que, agora, eles são um time. Entenderam que qualquer grupo que formassem, independentemente do número de estrelas, precisaria de tempo e preparação. O propósito do primeiro (e único) Dream Team, além de ganhar a medalha de ouro em Barcelona, era promover a globalização da NBA. O time foi bem sucedido em ambos. O problema é que o processo todo fez a Liga “abaixar a barra” e aceitar jogadores que, no início da década de 90, jamais jogariam lá. Paralelamente, o aumento do número de estrangeiros elevou o nível técnico de muitas seleções. O que acabou sendo fundamental para o fim da “brincadeira” que eram os encontros entre a Seleção Americana e outros países. Somado, claro, ao desinteresse dos EUA de se preparar adequadamente. Pelo menos agora, para Pequim, a situação é diferente. Um abraço.

  • Rogerio Jovaneli

    Olá André. Minha intenção foi fazer uma analogia ao caso CBF-Dunga. Boa resposta a sua. Então, posso considerar o Dunga mais um desempregado deste país? Afinal, não creio que seu patrão o enxergará com os mesmos olhos. Adeus janelinha do avião. Abraços, AK: Acho que são situações diferentes. Dunga não é o primeiro técnico, e nem será o último, a ouvir uma “sugestão” de seu superior. Minha impressão é que ele não tem futuro no cargo, principalmente pela dificuldade de se relacionar com quem está ao redor dele. Um abraço.

  • Teobaldo

    Prezado Arduine, que aquele foi o único Dream Team, nós concordamos, mas para ficar perfeito deveria contar com ISIAH THOMAS na armação. Infelizmente, na época da Olimpíada-92 o Jordan era brigado com o Thomas e condicionou a ida dele, Jordan, à ausência do Thomas… uma pena. Um abraço a todos os blogueiros. AK: Como torcedor (sofredor) do NY Knicks, tenho enjôo de estômago quando leio o nome de Isiah Thomas. O que ele fez como GM e técnico do time foi um ato criminoso. Independentemente disso, era craque. Mas entre ele e MJ, a escolha não demora 0,1s. Um abraço.

  • Turbinado

    Minha nossa!! Ía desprezar os jogos masculinos, mas não tem como! Me recolho à nossa insignificância, amadorismo e falta de amor e embarco com os Estados Unidos pra derrubar a Argentina. rsrsrs… Abraço André.

  • ever

    acho que doze homens e uma missão deveria ser o o titulo do jogo dos turcos hoje contra a alemanha, porque se os turcos vencerem sera a maior façanha que eu ja vi no futebol

  • Teobaldo

    Dos que eu vi jogar na armação, Isiah Thomas foi o Pelé. E falando do jogo, pura e simplesmente, basta. Entre Jordan E QUALQUER OUTRO, eu também não demoraria 0,1s para escolher. Prezados Blogueiros, mudando um pouco o foco, pergunto: Os jogadores da NBA estarão sujeitos às mesmas regras do controle anti-dopping estabelecidas para os outros atletas, de todas as modalidades, durante os jogos? Se a resposta for negativa, alguém pode explicar os critérios a serem aplicados a eles?

  • Marcus Moraes

    Na minha opinião, mesmo com esses caras os EUA não são favoritos ao ouro, pois os mesmos já jogaram outros campeonatos juntos e não se saíram bem…na frente deles vêm excelentes conjuntos como Espanha, Lituania, Argentina, Russia…sem falar da Grécia ( que acredito q passe fácil no pré olimpico, joga em casa). O q acha? Abraço. AK: Acho, como o texto explica, que a situação agora é diferente. Um abraço.

  • Carlos

    Interessante, nenhum convocado do atual campeão, os Celtics.

  • Arduine

    André, com relação ao Isiah Thomas, vc refere-se ao “ato criminoso” o caso do assédio sexual, do racismo, ou do fraquíssimo aproveitamento de 56-108 (34%)? Teobaldo, estamos de acordo com relação ao Isiah. Uma pena ele e o Jordan não se bicarem. Abraço. AK: Eu me referia ao aproveitamento. Mas o caso do assédio, obviamente, é gravíssimo. Um abraço.

  • Flávio

    Ninguém do Boston? Melhor time da temporada regular e campeão? Nem o MVP Paul Pierce? Nem o quase MVP Kevin Garnett? AK: Leia os comentários. Um abraço.

  • Carlos Muniz

    O time americano ao meu ver está incorrrendo no mesmo erro do passado, pela lista apresentada levando apenas três pivos, podem ter problemas nas olimpíadas, principalmente contra Russia, Argentina e Espanha que são equipes com bastante envergadura, além de ótimas tecnicamente e muita raça.

  • Alberto Manuel de Assis Francisco

    esta seleçao na podem trocar porque para mim foi bem escolhida,se quizeres falar comigo o meu email é alberto-francisco@hotmail.com o meu msn é alberto-francisco27@hotmail.com

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