AS REGRAS JORDAN



“The Jordan Rules”, como comentei ontem, é o título do livro escrito pelo jornalista Sam Smith, sobre a turbulenta relação de Michael Jordan com seus companheiros (e superiores) no Chicago Bulls. A expressão foi criada pelo técnico Chuck Daly, que comandava o Detroit Pistons no final dos anos 80, como um conjunto de normas defensivas para conter Jordan. Era, basicamente, dupla-marcação e pancadaria. O livro, fruto do acompanhamento da temporada de 1993/94 pelo repórter que era setorista do time, mostrou como MJ recebia tratamento especial nos Bulls. Um exemplo: uma regra do time determinava que, quando um jogador se sentisse mal e não pudesse treinar, deveria se apresentar para ser visto pelos médicos. Quando Jordan estava com febre, os médicos iam até a casa dele. Situações parecidas, numerosas e interessantes, são contadas em todos os detalhes por Smith. Mas MJ também contestava técnicos e dirigentes, em claras disputas de poder. Abaixo, como prometido, a tradução de uma das mais famosas histórias que o livro revelou: ****** “Talvez um dos mais famosos incidentes envolvendo as regras de Jordan aconteceu durante a temporada 1988/89. Os Bulls estavam em Charlotte pouco antes do Natal. O técnico Doug Collins havia dito que provavelmente não haveria treino no dia seguinte, 24 de dezembro. Mas quando os Bulls perderam para os fracos Hornets, Collins escreveu no quadro de avisos depois do jogo: ´Treino no Multiplex (antigo centro de treinamento), 11 a.m.´ ´De jeito nenhum´, Jordan disse. No dia seguinte, os jogadores sentaram, sonados, no ônibus que levaria o time para o aeroporto, e um vôo comercial em meio ao caos do feriado. Nada de Jordan. Collins estava furioso. Ele mandou o preparador-físico Mark Pfeil bater na porta do quarto de Jordan, que não atendia o telefone. Jordan disse a Pfeil que não iria voltar a Chicago para treinar só porque Collins estava bravo, porque depois ele teria de retornar à Carolina do Norte para o Natal, como planejado. Pfeil podia dizer isso a Collins. Pfeil disse e Collins o mandou de volta ao hotel, de novo. Diga a ele, Collins instruiu, que se ele vier ao aeroporto, eu cancelarei o treino. ´Eu ficarei lá por apenas cinco minutos,´ Jordan disse. ´Só isso.´ O ônibus saiu, e pouco depois de os jogadores chegarem ao portão de embarque, Jordan apareceu. Collins reuniu o time. Era véspera de Natal, Collins disse, ansioso, e por isso ele estava cancelando o treino. Jordan se virou e saiu andando. John Paxson (ex-jogador, hoje gerente-geral do time) notou que ele não estava usando meias. Sem meias? Indo para Chicago em dezembro? Os jogadores perceberam, imediatamente, por que o treino havia sido cancelado.” ****** Boa vitória dos Lakers (87-81) ontem, em casa, diminuindo a diferença na série para 2-1 a favor dos C´s. Sasha “The Machine” Vujacic, ala esloveno de 23 anos, marcou 20 pontos. O Bife fez 36 pontos, uma assistência, pegou sete rebotes e roubou duas bolas. Uaaaaaau. Outro jogo de vida ou morte para Los Angeles, amanhã.



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