COLUNA DOMINICAL



“Rivalidades nascem, mas nunca morrem. Rivalidades continuam vivas. Os nomes e as histórias podem mudar, mas o sentimento permanece. O que, então, significava tanto, significa agora. Rivalidades nunca morrem.” A tela dividida com metade do rosto de duas lendas-vivas do esporte é mais um exemplo de que o brilhantismo está na simplicidade. Magic Johnson e Larry Bird, dois dos maiores basqueteiros de todos os tempos, faziam a genialidade parecer algo que está ao alcance de todos nós. O comercial feito para divulgar as finais da NBA, entre a camisa amarela de Johnson e a verde de Bird, faz a gente se arrepiar por motivos parecidos. São apenas 33 segundos. Sem efeitos especiais ou grandes abusos da computação gráfica. Dois craques, uma tela, um texto. Ah, o texto. Para mim, é a melhor parte de uma peça absoluta e simplesmente genial. Pois canaliza os sentimentos que o esporte desperta para o caminho que nos engrandece, não o contrário. Rivalidade nada mais é do que o prazer e o orgulho de derrotar quem é tão bom quanto nós, ou até melhor. Retire o respeito e admiração desta equação, e a rivalidade desaparece. Aparece a estupidez. O contraste é incrível. O vídeo com Magic e Larry estreou, nos Estados Unidos, na mesma semana em que, no Nordeste brasileiro, um espetáculo deprimente de descontrole e despreparo transformou o jogo entre Náutico e Botafogo num gerador de preconceito, burrice e degradação, de todas as partes. O futebol virou pano de fundo para aspirações separatistas de idiotas, decisões punitivas de brincalhões (interditaram os Aflitos por causa do gramado), e a aparente falta de preocupação com um barril de pólvora que pode explodir na quarta-feira, na decisão da Copa do Brasil. Assim, vamos longe. ****** Já imaginou qual será o resultado do encontro entre a capacidade de Luiz Felipe Scolari e a generosidade de Roman Abramovich? Problema para quem não torce para o Chelsea. Lembra da época em que a capa da Playboy era um espaço onde havia mulheres bonitas? Os fotógrafos devem estar com uma saudade… Enquanto escrevo, Rafael Nadal está fazendo 2 sets a zero em Roger Federer (6/1 e 6/3), e já tem 2 a zero no terceiro set. Contra o espanhol, no saibro, qualquer adversário é um coitado. Eu estava girando os canais da TV uma noite dessas, e vi um cara num terno impecável mostrando um Lamborghini preto, na frente de uma loja de carros importados em São Paulo. Era Luiz Antonio Galebe, o mais competente e simpático vendedor da televisão brasileira. O carro custava uns 950 mil reais, se não estou enganado, e Galebe perguntou ao funcionário da loja se não dava para fazer um “preço de irmão”. O rapaz falou algo assim: “para quem está vendo o programa, hein, dá para fazer por 890 mil”. Acredite, eu quase liguei. Nadal acaba de fazer 5 a zero no terceiro. Que absurdo. Tem gente que diz que a Eurocopa é melhor do que a Copa do Mundo, em termos técnicos. Acho exagero, principalmente porque, sem Brasil e Argentina, a conversa fica difícil. Mas nada supera torneios de futebol na Europa. Nadal ganhou, pneu no terceiro set. O melhor tenista do mundo fez 4 games na final de Roland Garros. Uau. Bom domingo.



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