COLUNA DOMINICAL



Tenho certeza de que sua noite de sábado foi melhor do que a minha. Afinal, estou acorrentado ao sofá, proibido de pisar fora de casa, ainda mais numa noite úmida que deve ter encostado nos 8 graus. Portanto, sim, eu vi o Canadá jogar de igual para igual com a Seleção Brasileira, de futebol, em Seattle. No começo achei que não estava enxergando direito. O médico me mandou tomar a maior quantidade de líquidos que eu conseguisse, tenho me afundado em água com gás e isotônicos de todos os sabores (não conhecia o azul, de framboesa, aprovado). Pensei que meu cérebro estivesse alagado. Depois da conexão santista Robinho-Diego construir um gol logo aos 3 minutos, a Seleção levou sufoco de um time semi-profissional. É verdade. O placar do primeiro tempo, 2 x 1 para o Brasil (falha de Júlio César numa bola pelo alto, e gol de cabeça de Luis Fabiano) foi injusto com os canadenses. Eles empataram no começo do segundo tempo, com um bonito chute de fora da área de Julián De Guzmán (jogador do Deportivo La Coruña), mesmo cara que deu o passe para Robinho sair na cara do goleiro e fazer o gol da vitória. Os jogadores reclamaram do gramado (alto, fofo e irregular) natural, colocado sobre a superfície de FieldTurf (grama sintética) usada no Qwest Field. O estádio, belíssimo, é a casa do Seattle Seahawks, da NFL. Eu já passei da fase de esperar boas atuações coletivas da Seleção nesses amistosos. São eventos comerciais, nada mais. É como colocar uma banda de rock para tocar uma vez a cada dois meses, sempre com uma formação diferente. O show terá bons momentos individuais, até valerá o ingresso, mas não será nunca uma performance digna de aplausos. E continuo me perguntando onde está o nosso time olímpico. Se é que a tal medalha, “único título que falta para a Seleção Brasileira”, significa alguma coisa. ****** E o Garotinho, hein? Que ótima figura… O Paulinho também é um cara sensacional. Como já disse várias vezes, o único sentimento que a classe política brasileira desperta em mim é a vontade de tomar banho. Mas sempre há algo a nos motivar, apesar de (quase) tudo. A decisão do STF sobre a pesquisa com células-tronco embrionárias é um exemplo. E vale lembrar, não é o primeiro que vem de lá. Só vi ontem a foto do feto, operado dentro do útero da mãe, que segurou o dedo do cirurgião. Seja qual for a interpretação (acaso, reflexo, agradecimento), trata-se de uma imagem absolutamente impressionante. E como é uma história com final feliz (cirurgia bem sucedida, bebê saudável), tudo fica ainda melhor. Ainda não entendi bem toda a celeuma por causa do pênalti que Edmundo perdeu contra o Sport. Se ele quer encerrar a carreira, é direito dele. Se não quer, não há por que não se recuperar do “trauma”. Edmundo tem 37 anos, não 17. Alguém aí já viu “Efeito Dominó” (“The Bank Job”), filme sobre a história real de um assalto a banco na Inglaterra? E o “Indiana Jones” novo? Eu gostaria de ver Cristiano Ronaldo seguir sua carreira no Manchester United, pelo estrago que ele e os outros jovens do time podem fazer juntos, no futuro. Mas, pensando pelo outro lado (o que ele já fez), talvez o melhor seja ir embora. Não há mais o que ganhar em Manchester (exceto o Mundial de Clubes, claro), cidade pela qual, dizem, Ronaldo não morre de amores. Acho que o veremos em Madri. Bom domingo. Agasalhem-se.



MaisRecentes

Arturito



Continue Lendo

Terceirão



Continue Lendo

“Algumas tapas”



Continue Lendo