Virou a casaca: 11 jogadores que renasceram em 2017



De Willian a Hudson, 11 jogadores que renasceram após trocarem de time em 2017 (Foto: Foto: Cesar Grecco/Ag. Palmeiras, Lucas Uebel/Grêmio, Agência Corinthians e Washington Alves/Cruzeiro

A famosa mudança de ares em 2017 fez bem a alguns jogadores que atuam no futebol brasileiro. Alguns deles eram cercados por grandes expectativas, mas não convenceram as respectivas torcidas; outros foram trocados para ganhar mais minutos de jogo e conseguiram ressurgir após temporadas apagadas. Vamos à lista:

Willian – Cruzeiro para o Palmeiras

Bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro (2013 e 2014), o atacante Willian chegou ao Palmeiras depois de um 2016 sem brilho com a camisa celeste. No final de abril, já havia ultrapassado as marcas da temporada anterior no time mineiro. Autor de dois gols e destaque na vitória de virada contra o São Paulo, o “Bigode” é o artilheiro do Palmeiras no ano, com 15 gols, e sua ausência por lesão foi sentida pelo time nas eliminações contra o Cruzeiro na Copa do Brasil e Barcelona pela Copa Libertadores.

Lucas Barrios – Palmeiras para o Grêmio

Figurante no título brasileiro de 2016, Barrios caiu em desgraça após um entrevero com Cuca. Poucas chances como titular e uma passagem marcada por lesões. O Grêmio apostou no paraguaio e não se arrependeu. Com apenas 23 jogos, o atacante superou o número de gols marcados em dois anos com a camisa alviverde. Já acumula 17 gols em 30 jogos pelo time gaúcho e se tornou titular absoluto de Renato Portaluppi. Recuperado de uma nova lesão, é arma fundamental para o duelo contra o Botafogo as quartas de final da Copa Libertadores.

Gabriel – Palmeiras para o Corinthians

Gabriel era uma das principais armas do Palmeiras em 2015, mas uma grave lesão tirou o seu espaço no elenco. Opção de Cuca no ano passado, não conseguiu reconquistar a titularidade. Após a pedida alta dos empresários para renovar, foi dispensado do clube e fechou contrato com o Corinthians, onde rapidamente caiu nas graças da torcida. Titular de Carille, o volante é uma das armas da impressionante campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro – de quebra, a melhor defesa da competição, com apenas 11 gols sofridos em 22 jogos. E sempre que pode, o jogador não perde a oportunidade de ‘alfinetar’ o maior rival.

Sassá – Botafogo para Cruzeiro

Talento nunca foi o problema. Mas Sassá foi negociado pelo Botafogo após inúmeros episódios de indisciplina. No Cruzeiro, as polêmicas não cessaram, incluindo uma confusão numa boate, mas o desempenho em campo fez valer a aposta. Com 6 gols em 14 jogos, e o atacante foi fundamental para alçar o time celeste ao G6 do Campeonato Brasileiro.

Mendoza – Corinthians para Bahia

Apesar de atuar pelo New York City no ano passado, o colombiano Mendoza retornou ao Corinthians no início do ano, mas não chegou a ser utilizado por Fábio Carille. Brincando com a velocidade do personagem Sonic, foi anunciado como reforço do Bahia em junho. Na vitória contra o Vasco, atingiu a velocidade de 41 km/h – Usain Bolt já chegou a 45 km/h nos 100 metros rasos. Com 4 gols em 16 jogos, o atacante é a esperança da torcida tricolor para se manter na Série A.

Lucca – Corinthians para Ponte

Peça importante na reta final do Campeonato Brasileiro de 2015, quando o Corinthians se sagrou campeão, Lucca se tornou um xodó da torcida, mas não repetiu o bom desempenho na temporada seguinte. Foi emprestado então para a Ponte Preta, liderando o time até a final do Campeonato Paulista – derrotado justamente para o Corinthians. Com 20 gols em 31 jogos, o atacante despertou até a atenção de clubes franceses nesta janela. Atualmente, é o vice-artilheiro do Brasileirão com 10 gols, dois a menos que Henrique Dourado, do Fluminense, e Jô, do Corinthians.

Gatito – Figueirense para o Botafogo

Quando o Botafogo perdeu Sidão para o São Paulo e ainda aguardava Jefferson retornar de uma grave lesão, a torcida ficou preocupada. Afinal, com elenco enxuto e diante de competições importantes, faltava a segurança debaixo das traves. Mas aí surgiu Gatito, que havia se destacado mesmo com o rebaixamento do Figueirense. E o goleiro logo se tornou uma das bandeiras do elenco regido por Jair Ventura, eliminado nas semifinais da Copa do Brasil, mas vivo nas quartas de final da Libertadores. De quebra, é o maior pegador de pênaltis do Brasil na atualidade: 7 defesas em 12 cobranças.

Keno – Santa Cruz para Palmeiras

Rebaixado com o Santa Cruz, Keno chegou ao Palmeiras como opção para o ‘inchado‘ calendário previsto para 2017. Com 7 gols em 41 jogos, se tornou uma das principais escolhas de Cuca vindas do banco de reservas. Exemplo desta confiança foi visto no clássico deste final de semana contra o São Paulo, quando o atacante entrou no segundo tempo e marcou o gol que recolocou o Palmeiras em vantagem. Com o colombiano Borja em baixa, se tornou uma das armas alviverdes para esquemas mais ofensivos.

Neílton – São Paulo para o Vitoria

Neílton virou a casaca duas vezes em poucos meses. Deixou o Botafogo a caminho do Morumbi, mas, sem convencer Rogério Ceni (e sem marcar nenhum gol), foi transferido para o Vitória, onde já marcou 4 gols em 13 jogos. Completamente distante do rótulo de ‘novo Neymar” que ganhou ao surgir no Santos, o atacante ao menos recuperou a confiança e se tornou uma referência no clube rubro-negro, que luta para fugir do Z4.

Hudson – São Paulo para Cruzeiro

De 2014 a 2016, a torcida do São Paulo nunca foi fã do futebol de Hudson. E o volante foi usado como moeda de troca justamente por Neílton, que estava no Botafogo, mas pertencia ao Cruzeiro. Com a camisa celeste, Hudson logo se tornou parte fundamental do esquema de Mano Menezes. A ironia do destino ficou por conta do seu primeiro gol pelos mineiros, marcado justamente contra o São Paulo, ajudando seu novo time a avançar na Copa do Brasil.

Damião – Flamengo para o Inter

Reserva de luxo do Flamengo desde 2016, Leandro Damião parecia ser um daqueles casos de ‘flop’ no futebol brasileiro. Mas o atacante acertou seu retorno ao Inter, onde ganhou notoriedade em 2010 e chegou até vestir a camisa da seleção brasileira. Com 3 gols em 5 jogos, Damião passou a dividir a responsabilidade com D´Alessandro e resgatou o carinho da torcida colorada, tão machucada com queda para a Série B.