O caos apequena o Vasco diariamente



Tumulto entre torcedores do Vasco após derrota para o Cruzeiro na Copa Libertadores (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)

Tumulto entre torcedores do Vasco após derrota para o Cruzeiro na Copa Libertadores (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)

Por Bruno Guedes

O cruz-maltino achou que a derrota para o Cruzeiro por 4 a 0 era o fundo do poço. Ledo engano. Sem patrocinador, vendendo almoço para comprar o jantar e com elenco limitado, o Vasco se expôs negativamente ao mundo mais uma vez nesta sexta-feira, com uma invasão de treinamento e tiros em São Januário.

Isso tudo um dia depois da veiculação da informação de que um segurança de Eurico Miranda sacou arma para ameaçar torcedores, conforme noticiou o repórter Lucas Pedrosa, do Esporte Interativo. Na quarta-feira, além de tudo, algumas confusões pipocaram na arquibancada do estádio do clube, durante a goleada que decretou a queda na Libertadores.

Não é segredo para ninguém que verdadeiras milícias se instalaram na Colina, por trás de grupos dentro de organizadas. Este cenário, aliado ao torcedor comum estando no limite e uma Polícia Militar pronta para descer o porrete, torna o Caldeirão sempre pronto para explodir.

O vascaíno tem todo direito de estar insatisfeito, de protestar na porta do clube, na arquibancada. Pode, também, dirigir a revolta contra jogadores, membros de comissão técnica, dirigentes e quem quer que seja, dentro dos limites da razão. Não tem o direito de depredar as instalações, como aconteceu nesta sexta-feira.

Já passou da hora do Vasco ser pacificado, mas não jogando para debaixo do tapete os problemas do passado, e sim expurgando quem suga a instituição, quem promove e patrocina o caos. É urgente! Enquanto isso, o Gigante seguirá tombado, apenas uma sombra de sua própria história.