Retrospectiva: 7 times que se destacaram em 2017



Chapecoense

O time catarinense começou a temporada sob a sombra da tragédia que abateu o clube menos de dois meses antes. O time precisou ser completamente remontado e seria uma espécie de milagre fazer um bom papel na temporada. No dia 7 de maio, porém, o primeiro sinal de que o improvável aconteceria: a Chape bateu o Avaí e conquistou seu segundo título estadual consecutivo. Não seria apenas isso. Na última rodada do Campeonato Brasileiro, disputada pouco mais de um ano depois do acidente aéreo, a Chapecoense venceu o Coritiba e conseguiu uma vaga na Copa Libertadores.

Comemoração de gol da Chapecoense no Brasileiro 2017

Bicampeã estadual e classificada para a Libertadores: a Chape brilhou (Foto: Divulgação)

Corinthians

O ano era para ser de reconstrução. Depois do desmanche do time campeão brasileiro de 2015, o Corinthians oscilou demais dentro de campo e se viu obrigado a apostar em Fábio Carille, após recusas de outros treinadores. A solução estava em casa: o discípulo de Tite formou um time extremamente competente, que nunca precisou brilhar para vencer. Bem protegido na defesa com Balbuena e Pablo e cirúrgico na hora de definir o jogo, o Timão ainda teve em Jô o retrato de sua retomada como protagonista. O artilheiro, que começou o ano na reserva de um inexpressivo Kazim, foi o grande destaque do time campeão paulista e brasileiro. A missão agora é administrar um novo desmanche e conseguir manter o nível de competitividade para um 2018 de Libertadores na agenda.

Fortaleza

A torcida do Fortaleza passou anos amargando uma espécie de Dia da Marmota na Série C. A equipe fazia boas campanhas e caia na primeira rodada do mata-mata, quando bastava uma vitória para o acesso à segunda divisão. A escrita, que se repetiu quatro vezes em cinco anos, foi quebrada em 2017, quando o time da capital cearense enfim garantiu o retorno à Série B. Só não conseguiu o título porque acabou derrotado pelo CSA na final. E começará 2018 comandado por Rogério Ceni.

Grêmio

O título da Copa do Brasil de 2016 ainda estava fresco, mas a maioria dos gremistas torceu o nariz quando viu nomes como Léo Moura e Cortês entre os reforços para a temporada. Só que Renato Portaluppi continuava na beira do campo, o que foi determinante para estender a força copeira do time. Com a garantia da permanência de Luan, o treinador montou o time que jogou o futebol mais bonito no Brasil em 2017. Com elenco curto, Renato definiu o alvo e assumiu o risco. Foi recompensado com o tricampeonato da Copa Libertadores da América e nem a perda do título mundial contra o Real Madrid diminuiu o tamanho do feito. A taça mais desejada na América do Sul em breve estará acompanhada da estátua em homenagem ao único brasileiro campeão da Libertadores como jogador e técnico.

Grêmio e Pachuca no Mundial de Clubes 2017

O Grêmio, tri da Libertadores, foi ao Mundial de Clubes (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Manchester City

Dos 60 pontos disputados até agora na Premier League, o City conquistou 58, a melhor marca da história da liga inglesa. Líder do seu grupo na Champions League, batendo duas vezes o aclamado Napoli de Maurizio Sarri. Ninguém jogou um futebol tão bonito na temporada quanto o Manchester City de Pep Guardiola. Após um primeiro ano de adaptação e cheque em branco, o treinador espanhol parece ter encontrado a fórmula para transformar os Citzens em um dos times mais temidos do mundo. Regido por um imparável De Bruyne, o City joga por música em todos os setores do campo – da segurança no gol com o recém-chegado Ederson ao ataque mortífero com Agüero, Gabriel Jesus, Sané e Sterling, quarteto que roda conforme as estratégias de Guardiola. Com a Premier League no bolso, o City parte agora para o seu grande desafio: mudar a escrita recente da Champions League e levantar a Orelhuda pela primeira vez em sua história.

PSG

Esqueçam os limites: o PSG jogou uma bomba no mercado da bola ao tirar Neymar do Barcelona e assinar a maior transação da história do futebol – 222 milhões de euros. De sobra, ainda chegaram Daniel Alves e Mbappé, jovem francês já visto como uma inevitável estrela futura. Difícil mesmo é administrar os egos. Logo de cara, o treinador Unai Emery se viu no meio de um duelo tão infantil quanto previsível: Cavani e Neymar brigaram pelo título de cobrador oficial de pênaltis, o que fez ruir o vestiário do time. Uma guerra fria sul-americana que pode atrapalhar os planos do PSG em dar o salto tão desejado por Nasser Al-Khelaifi, catari bilionário que trouxe Neymar para ser o protagonista máximo de um time que busca ultrapassar a fronteira da França.

Toronto FC

Não houve adversário forte o bastante para frear o Toronto na MLS. A equipe liderada pelo italiano Sebastian Giovinco e pelo americano Jozy Altidore dominou amplamente a temporada regular (foram 67 pontos, nove a mais que o segundo melhor) e os playoffs. A final, disputada em jogo único, foi uma reprise de 2016, quando o Seattle Sounders levou a melhor nos pênaltis. Desta vez, os canadenses venceram por 2 a 0 e se tornaram o primeiro time não-americano a levantar o troféu da liga. Foi também o terceiro ano consecutivo com um campeão inédito, depois de Seattle e do Portland Timbers em 2015.