Neymar: entre o ‘melhor do mundo’ e o ‘dono da bola’



Neymar em seu último jogo com a camisa do Barcelona (Foto: HECTOR RETAMAL / AFP)

Neymar em seu último jogo com a camisa do Barcelona (Foto: HECTOR RETAMAL / AFP)

Enfim, a maior transação do mercado de transferências na Europa se confirmou: Neymar deixa o Barcelona e será a grande estrela do PSG.

Esqueça por alguns segundos as cifras obscenas, as transações megalomaníacas e outras ordens econômicas que tanto espantam. Pensemos então nas motivações que levaram Neymar a fazer o improvável: sair de um dos clubes mais desejados do mundo.

A questão do protagonismo é algo indiscutível. Desde que chegou ao Barcelona, seu desempenho em campo sempre foi referenciado com o que Messi fazia no mesmo gramado. Era inevitável. Dois gênios correndo no mesmo espaço, mas com o argentino mantendo sua posição de “o maior nome” do clube catalão.

Neymar sempre quis mais. E isso inclui bônus por renovação, proteção do clube nas denúncias sobre sonegação de impostos, holofotes da imprensa, contratos publicitários. Muitas vezes, o produto se sobrepôs ao jogador, e o Barça não teria como cobrar lealdade de um ativo tão desejado pelo mercado.

Leia mais: A paciência aproximou Neymar do PSG. E o levará ao topo

Neymar é o gênio menos interessante que o futebol brasileiro já produziu. Porque não parece decidir nada por conta própria. Nas últimas duas semanas, não se pronunciou, brigou com um colega do time, tirou selfie Com Piqué e percorreu uma maratona de aeroportos sempre com seus “parças” agarrados ao seu pescoço. E deu espetáculo em campo, nos amistosos da pré-temporada. A bola garante todo o resto, abrindo ainda mais espaço para alguns comportamentos infantis ou de pura ostentação.

Neymar segue como a grande liderança técnica da seleção brasileira e terá o enorme desafio de tirar o PSG da segunda prateleira dos gigantes europeus. De quebra, dará sequência ao intento de ser o melhor jogador do mundo, um prêmio que conta mais para o ego dos jogadores do que para os torcedores em geral. Agora como “dono da bola”, o brasileiro terá todos os ingredientes para dividir menos os louros.

O MSN não existe mais. Neymar não queria ser apenas parte de uma sigla. Ele quer o mundo todo aos seus pés.



  • JoseAlmeida

    Quanta baboseira numa matéria que poderia ter melhores ideias.

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