MLB: 5 motivos para não perder o duelo decisivo entre Dodgers x Astros



Por Renan do Couto *

O campeão da MLB (Major League Baseball) de 2017 será conhecido na noite de hoje (ou na madrugada de quinta-feira), quando Los Angeles Dodgers e Houston Astros se enfrentam pela partida 7 da World Series, na Califórnia. O duelo terá transmissão ao vivo para o Brasil, às 22h, pelo canal ESPN e WatchESPN. Abaixo, 5 motivos que tornam obrigatório acompanhar esta decisão.

Joc Pederson rebate para marcar um home rum na vitória dos Dogers contra os Astros no jogo 6 da World Series (Foto: KEVORK DJANSEZIAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

Joc Pederson rebate para marcar um home rum na vitória dos Dogers contra os Astros no jogo 6 da World Series (Foto: KEVORK DJANSEZIAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

1) Não passa de hoje

Um dos grandes atrativos dos playoffs da NFL, ou do mata-mata de uma Copa do Mundo, é que se decide tudo em um jogo e pronto. É vencer ali ou voltar para casa. A natureza do jogo de basquete ou do beisebol não permite que os playoffs sejam assim: é preciso se jogar séries para decidir quem passa. Agora, imagine a energia de uma série disputadíssima como foi essa canalizada em um único jogo: nesta quarta, é matar ou morrer. É o último jogo do ano, ganhando ou perdendo. Não à toa muitos americanos dizem que “game seven” são as duas melhores palavras do mundo dos esportes.

2) A reação de Houston após o furacão Harvey

Os Astros montaram um time sensacional ao longo dos últimos anos, mas a história para a cidade de Houston ganhou um novo contorno após a passagem do furacão Harvey, em agosto. O time teve que mandar jogos na Flórida enquanto seu estádio estava cercado com as enchentes. Toda a população da cidade foi afetada, e os jogadores ganharam uma motivação a mais para buscar uma conquista inédita para os Astros em 2017.

3) Um longo tempo na fila…

Não é nada como no ano passado, quando as duas maiores secas da Major League Baseball estavam em jogo (os 108 anos de espera dos Cubs e os 69 dos Indians). Mas são duas secas e tanto em jogo neste ano: os Astros estão na liga desde 1962 e nunca foram campeões; os Dodgers não ganham a World Series desde 1988, um longo jejum para o segundo time mais popular dos Estados Unidos. Inclusive o último técnico campeão com o time de Los Angeles, Tommy Lasorda, ainda trabalha com o time e mandou um recado ontem para o atual técnico, Dave Roberts, antes da entrevista coletiva de ontem: “Você não ganhou porra nenhuma até ganhar o jogo de amanhã”. Pressão?

4) Yu x Yuli

Yu Darvish, arremessador japonês, será o titular dos Dodgers hoje. Ele foi mal no jogo 3 da série, na última sexta-feira, e acabou sendo vítima de um gesto racista do cubano Yuli Gurriel, dos Astros (que fez o sinal de olhos puxados no banco de reservas para ridicularizar o adversário, flagrado pelas câmeras de TV). Yuli já está suspenso para os cinco primeiros jogos da temporada que vem, e agora terá um reencontro com Darvish. Ontem, no primeiro jogo em Los Angeles desde o ocorrido, ele foi vaiado por todo o estádio. Podem esperar mais vaias hoje.

5) O legado de Clayton Kershaw em jogo

Clayton Kershaw, dos Dodgers, é o melhor arremessador da atualidade. Há quem diga que é o melhor de todos os tempos. Se ele parasse de jogar hoje, seria tranquilamente eleito para o Hall da Fama. E por que ainda há gente que o questiona? Porque ele nunca ganhou a World Series (é a mesma coisa que desmerecer Zico ou Messi porque eles não ganharam a Copa do Mundo). Para quem gosta de NFL, a boa analogia é Peyton Manning: números inacreditáveis na temporada regular, mas sem o mesmo sucesso de Tom Brady nos playoffs. Kershaw costuma abrir os jogos, mas, como jogou pela última fez há apenas três dias, hoje ele vai ser acionado durante o jogo — e a ideia é que ele consiga as últimas eliminações. Se conseguir e os Dodgers forem campeões, pronto, os críticos se calarão. Mas se não for capaz de silenciar o ótimo ataque dos Astros, seu legado ficará arranhado. Alto risco, alta recompensa. Ele está com medo? A julgar pela declaração de que, se preciso, ele arremessará 27 entradas, parece-me que não.

* Renan do Couto é jornalista, narrador dos canais ESPN e escreve para o site General Managers