Lute enquanto achar que vale a pena, Michael



Michael Schumacher completa 49 anos hoje. Ferrari e Mercedes, duas das equipes que o alemão defendeu na Fórmula 1, homenagearam o heptacampeão em redes sociais. Fãs se lembraram do alemão com saudade. A imprensa destaca seus momentos marcantes. E será assim todos os anos, como aconteceu com outras lendas do esporte.

Hoje temos mais dúvidas que certezas sobre Schumacher. Desde o acidente de esqui que o tirou da vida pública, quatro anos atrás, nunca mais se soube ao certo de suas condições. A família mantém sua privacidade e o sigilo sobre o ex-piloto. Está no seu direito, e Schumacher possivelmente agiria desta forma, já que sempre manteve sua vida privada longe dos olhos curiosos do mundo.

Schumacher dentro do cockpit da Ferrari

Schumacher nos tempos vitoriosos da Ferrari, em 2003 (Foto: Divulgação)

Não são raras as vezes em que notícias sobre suas condições ou a vida da família pipocam na imprensa. A última delas, publicada na imprensa espanhola, dá conta do valor gasto nestes anos com o tratamento. É difícil saber se a apuração é correta, porque tudo que cerca o alemão é trancado como um grande e impenetrável cofre. Nem mesmo Mick, filho que disputa a F-3 Europeia, fala sobre o pai. “Ele é meu ídolo, meu modelo”, disse o piloto de 18 anos em março do ano passado.

Se não sabemos sobre suas condições de saúde, não é difícil imaginar que não são as melhores, é claro. Não sabemos se está acordado, em coma, se entende o mundo ao redor, se consegue se mexer. Possivelmente a próxima notícia concreta a seu respeito será a última.

Meu desejo é apenas que tenha força e resignação. Não repito a frase usada por Mercedes e Ferrari desde o acidente, “Continue lutando, Michael”. Torço que lute enquanto ache que vale a pena lutar. Uma hora todos temos o direito de parar com lutas que não nos fazem mais felizes.