No sonolento GP da Hungria, Hamilton mostrou seu tamanho de campeão



O campeonato está equilibrado, e o Mundial de Fórmula 1 pode perfeitamente ser decidido por três pontos ou menos. Hoje, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton estão separados por 14 pontos, com 25 dados ao vencedor de cada corrida. Por isso é digna de aplausos a atitude que teve o inglês no GP da Hungria, neste domingo, devolvendo ao companheiro, Valteri Bottas, o terceiro lugar.

Para quem não viu (e eu só vi a reprise): Bottas era terceiro, e Hamilton, quarto. O inglês vinha mais rápido que o companheiro e recebeu autorização da Mercedes para ultrapassar e tentar superar Kimi Raikkonen, o segundo. Caso não tivesse sucesso, devolveria a posição a Bottas. Mas na Hungria ninguém passa facilmente e na última volta Hamilton entregou o terceiro lugar de volta ao parceiro, marcando três pontos a menos.

Valteri Bottas à frente de Lewis Hamilton

Bottas à frente de Hamilton: a troca pode decidir o campeonato (Foto: Peter Kohalmi/AFP)

“Sou um homem de palavra”, disse. Mostrou ser mesmo, e isso vale mais do que um pódio a mais ou mesmo um título a mais para somar aos três que já tem. Nas redes sociais, li comentários sobre o inglês ter sido trouxa. Nada a estranhar vindo de gente que, diante da morte do filho de Abel Braga e do consequente adiamento do jogo do Fluminense, reclama que foi prejudicada em um joguinho de internet. Hamilton foi digno, foi correto e se há quem passe recido de desonestidade, este não é problema dele.

Vettel tem agora 202 pontos, contra 188 de Hamilton. Bottas, apesar dos 169, sigo achando que está fora da briga até mesmo pelo segundo lugar. O GP da Hungria deu sono, foi uma corrida sem emoção alguma. Mas serviu para enxergar em Hamilton a dignidade de um grande campeão. E afastar um pouco a imagem de menino mimado, até certo ponto justa, que o persegue desde suas primeiras voltas na Fórmula 1.



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