Fortaleza tenta enfim acabar com seu Dia da Marmota



Em O Feitiço do Tempo, filme de 1993 estrelado por Bill Murray, um homem se vê em uma espécie de prisão temporal que o faz viver sempre o mesmo dia, aquele conhecido nos Estados Unidos como Dia da Marmota. O Fortaleza vive esta sensação há cinco anos, desde que a Série C do Campeonato Brasileiro passou a adotar o formato atual, com dois grupos de dez equipes cada e quatro de cada um avançando às quartas de final.

Nas cinco temporadas disputadas desde 2012, o Fortaleza foi eliminado quatro vezes da mesma forma: depois de fazer a melhor campanha na fase de classificação, caiu no primeiro mata-mata, justamente aquele que lhe daria o acesso à Série B caso avançasse. Aconteceu em 2012 (contra o Oeste), 2014 (Macaé), 2015 (Brasil de Pelotas) e 2016 (Juventude). A exceção foi 2013, quando caiu ainda na fase de grupos.

O sofrimento da torcida é inacreditável. E de novo o Fortaleza se vê diante da proximidade da volta à segunda divisão nacional, onde hoje o arquirrival Ceará briga para subir para a Série A. Desta vez, porém, a campanha é mais modesta: o time não ficou em primeiro na sua chave. Foi apenas terceira colocado e enfrentará o Tupi no confronto de ida e volta que vale vaga nas semifinais e a consequente volta à Série B. Aos mais supersticiosos, não ser líder do grupo pode ser um bom sinal de que a desgraça não se repetirá.

Torcedores do Fortaleza

Com um time inferior ao de anos anteriores, quando dominou a competição até a chegada do mata-mata, o Fortaleza tem de novo a chance de ascender à segunda divisão e sonhar com a elite do futebol brasileiro, que disputou pela última vez em 2006. Agora chegou a hora de saber se acabou o seu feitiço do tempo.



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