Fluminense começa o ano com a régua de expectativas perto do chão



Tendo que apelar para o jovem elenco, o Fluminense penou na reta final do Campeonato Brasileiro e demorou a se livrar de vez do risco de rebaixamento. Logo na sequência, indefinição sobre a permanência de Abel Braga, cogitado para assumir Palmeiras e Internacional. O treinador se reuniu com a diretoria para discutir o planejamento para a próxima temporada e garantiu sua permanência no comando do time.

Mas, assim que o mercado da bola aqueceu, as notícias trouxeram ainda mais preocupação ao torcedor.
Nos últimos dias de 2017, o clube anunciou uma lista expressiva de dispensas, incluindo veteranos como o goleiro Diego Cavalieri (mais de 300 partidas pelo time) e o zagueiro Henrique (já prestes a se acertar com o Corinthians). A medida busca reduzir a folha salarial e sem indicativo de reposições à altura.

Abel Braga conversa com jogadores na reapresentação do Fluminense (Foto: Divulgação Fluminense)

Abel Braga conversa com jogadores na reapresentação do Fluminense (Foto: Divulgação Fluminense)

Aí surgiu a novela com Gustavo Scarpa. O Fluminense assumiu a possibilidade de negociar seu principal jogador, desde que os rivais interessados colocassem na mesa jogadores valiosos. Palmeiras, São Paulo e Corinthians buscaram alternativas para viabilizar o empréstimo, mas o clube carioca não aceitou as moedas de troca oferecidas. Na reapresentação do clube, Scarpa não deu as caras e, com salários atrasados, o Fluminense teme agora que o meia entre na justiça para quebrar o contrato vigente. Ao mesmo tempo, o atacante Wellington Silva partiu para o Inter e o atacante Henrique Dourado, um dos artilheiros da última edição do Brasileirão, passou a ser sondado também por outros clubes.

Enfraquecido no mercado e com jogadores experientes dispensados, o Fluminense abre 2018 novamente tendo que olhar para os jovens como solução imediata. E isso pode ser temeroso dentro da correção de rota que Abel Braga e a diretoria imaginaram. Esta insegurança pode impactar nos bons nomes que ainda figuram no elenco e que podem pular do barco e partirem para clubes tecnicamente e financeiramente mais consolidados.

Ao torcedor, resta acreditar que os ‘meninos de Xerém’ evitem mais um ano precário dentro de campo. Uma responsabilidade enorme que deveria ser evitada, mas que se apresenta como único caminho possível para o Fluminense de hoje. A régua das expectativas nunca esteve tão baixa.