5 coisas que vi em Áustria 0 x 3 Brasil



O maestro que Tite tanto procurou (Foto: CBF)

O regista que Tite tanto procurou (Foto: CBF)

1. Coutinho foi o nome do jogo e o dono do meio do campo. A bola o tempo todo passava por seu pé e ajuda a seleção a chegar na frente com qualidade. E soube acompanhar as jogadas que ele mesmo criava: fez o terceiro gol da vitória e o jogador que mais finalizou no jogo (5). Atuação e números que certamente alegram Tite, que há muito tempo tenta deslocar o jogador da ponta e centralizá-lo na meia, possibilitando ainda Neymar e Willian abertos e Jesus flutuando no ataque.

2. A Áustria bateu. Bateu. E bateu de novo. E chegou a irritar os brasileiros com jogadas que misturavam excesso de vontade, frustração por não irem à Copa e pura maldade. O lado positivo é que jogos assim servem demais como teste emocional. Neymar será caçado na Copa sempre que possível e precisará ter o controle dos nervos para não repetir o que já fez na Copa América, por exemplo. Aí entra também o papel dos outros líderes do grupo, que podem evitar que a reclamação excessiva recaia toda sob as costas do camisa 10, que, convenhamos, não é o que tem a conduta mais equilibrada em situações assim.

3. Canarinho Pistola novamente foi uma atração à parte. Circulou com maestria pelas ruas de Viena e mostrou sua habilidade no estádio Ernst Happel. Quando o pau começou a quebrar em campo, tínhamos duas alternativas: Tite tirar os titulares para evitar o pior ou liberar o Canarinho para entrar no gramado com a voadora armada, um clássico da Copa Libertadores. Ele parece pronto para agir em nome da pátria.

4. Jogadores da seleção entraram com a faixa preta no braço, mas faltou respeito aos torcedores presentes no amistoso, que ignoraram o minuto de silêncio em homenagem a Maria Esther Bueno. O telão do estádio ajudou a corrigir a falta de sensibilidade exibindo a imagem da tenista brasileira que morreu na última sexta-feira.

5. Não foi uma atuação de encher os olhos, mas o gol marcado por Gabriel Jesus no último teste antes da Copa do Mundo ajuda a levantar a confiança do moleque, que tinha Firmino roendo seu calcanhar durante os últimos meses. O ataque de Tite está fechado para a partida contra a Suíça.

Ah, uma observação: Tite, um dos mais assediados pelos anunciantes da Copa, reclamou que a campanha da Mastercard deveria incluir gols de todos os jogadores, e não apenas de Neymar, mas Jesus e seu “Alô, Mãe” já virou peça publicitária da Vivo também. Quando o assunto é grana, cada um olha para o seu umbigo.