Maior decepção do Brasileiro, Atlético-MG precisa resgatar sua loucura



Segundo o site alemão Transfermakt, o Atlético Mineiro entrou na Libertadores de 2017 com o elenco mais valioso da competição – R$ 247,3 milhões, à frente de Palmeiras, Grêmio, River Plate, Flamengo e Santos. E com jogadores como Fred, Robinho, Elias, Cazares, Victor e Marcos Rocha, o Galo fez valer sua cotação ao terminar com a melhor campanha da fase de grupos. Antes disso, vitória sobre o Cruzeiro na final do Mineiro ampliando a vantagem de títulos estaduais sobre o maior rival (44 a 37). E Roger Machado parecia o cara certo para reger este time: um treinador da nova geração, discreto, estudioso e sem intenção de brilhar mais do que os jogadores.

Seis meses depois, a casa ruiu. Roger não conseguiu fazer o Galo ir além. Após a longa pausa da Libertadores, o time retornou com uma derrota contra o Jorge Wilstermann, na Bolívia, em um jogo que se livrou de um placar mais elástico. O treinador foi demitido após a derrota em casa para o Bahia e, em breve, assumirá Rogério Micale, com contrato curto, rejeição de parte da torcida e um desafio enorme pela frente.

5 derrotas em 9 jogos: Galo é um dos piores mandantes do Brasileirão (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

Capengando desde o início do Brasileiro, o time hoje está a 3 pontos da zona de rebaixamento e fecha o turno contra Coritiba (fora), Corinthians (casa) e Grêmio (fora). O trunfo do Horto não existe mais. O Atlético virou alvo fácil em seus domínios, com 5 derrotas, 2 empates e 2 vitórias. Neste domingo, derrota para o Vasco e gritos de time “sem vergonha” nas arquibancadas do Independência.

Falta de vergonha não parece ser o caso. A vontade está lá, mas a mescla entre jovens e veteranos até agora não deu liga. O Galo Doido dos últimos anos se tornou um time lento, previsível, pouco inspirado. Fred continua marcando gols, mas as lesões sempre o perseguem. Robinho, um dos destaques do elenco em 2016, mal consegue defender sua titularidade. Leonardo Silva, um dos pilares do time na conquista da Libertadores de 2012, também sofre com a questão física. Marcos Rocha, cinco vezes eleito o melhor lateral do Brasileiro, é apontado como alvo do São Paulo.

Um cenário de muitas incógnitas, que leva o Galo a depositar todas as suas fichas em duas outras competições: joga contra o Botafogo, no Rio, a partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil (venceu a ida por 1 a 0) e, no dia 9 de agosto, em casa, precisará reverter a vantagem do Jorge Wilstermann avançar às quartas de final da Libertadores. Pelo Brasileirão, 20 pontos separam o líder Corinthians do Atlético Mineiro, 13º colocado, com mais derrotas do que vitórias, saldo negativo e um dos piores mandantes da competição. Um elenco caro e montado para ser favorito a tudo precisar resgatar com urgência os traços de loucura que tanto marcaram o clube mineiro nos últimos anos.



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