Força da Tabela #2: Quem tem o caminho mais fácil nas próximas rodadas do Brasileirão?



Por Rodrigo Salvador *

Ainda estamos na segunda rodada e o fator CBF já se evidencia. Para a análise da força da próxima sequência de jogos, aceitei uma sugestão via twitter do Vinícius Intriei e do Julio Cesar Cardoso. Para minimizar os efeitos de jogos em casa x jogos fora, eles sugerem fazer a análise para os próximos 6 jogos, e não os próximos 5.

Neste caso, não resolveu muito. As 3 sequências mais difíceis (Ponte Preta, Palmeiras e Flamengo) são compostas por quatro jogos fora. O caso da Macaca é especialmente tenso: visita 3 dos 5 melhores do ano passado (Flamengo, Galo e Botafogo), além do Atlético-GO.

O Grêmio também tem 4 fora de Porto Alegre nesta sequência, mas mesmo assim ficou com apenas a décima posição nessa métrica, já que 5 adversários desta sequência ficaram abaixo do 10º lugar em 2017. O Bahia, que tinha a sequência mais fácil na última análise, “ganhou” dois jogos como visitante e pulou pra nona posição na tabela mais difícil.

Na outra ponta, não é diferente: as 5 tabelas mais fracas são as de times que têm 4 dos próximos 6 jogos em seus domínios. O Atlético-GO vai até a sétima rodada viajando só duas vezes, pra pegar Cruzeiro e Bahia. O Vasco, de hoje até a sexta rodada, só embarca pra enfrentar o Grêmio.

A influência dos mandos pode ser percebida também na segunda aba do gráfico: ao considerar apenas o aproveitamento total dos adversários, a tabela do Coritiba se destaca como a mais forte. Ao ponderar o local dos jogos nos aproveitamentos, o Coxa aparece em 12º lugar. O mesmo se percebe com o Grêmio, que tem a tabela mais fácil sem considerar o mando e a 10ª mais difícil levando em conta o local da partida.

A conclusão que se pode tirar é que, até que os jogos como mandante se equilibrem, a classificação pode não refletir a real força dos times. Por exemplo, Galo e Flamengo são tidos como os times mais fortes do Brasil hoje. Considerando forças equivalentes nos dois, é bem provável que o Galo esteja à frente ao final da sétima rodada. O que não significa que o Flamengo seja pior. Pelo contrário, vai saber exatamente o quanto precisará tirar de diferença quando chegar sua sequência caseira.

* Rodrigo Salvador é matemático industrial por formação e analista de sistemas por carreira. Escreve sobre o Coritiba no ESPN FC e tem interesse sobre como os números descrevem o futebol



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