Contra o Corinthians, o Inter deu seu primeiro grito de libertação



Marcelo Lomba, o herói da classificação do Inter para as oitavas da Copa do Brasil (Foto: Ricardo Duarte - Internacional)

Marcelo Lomba, o herói da classificação do Inter para as oitavas da Copa do Brasil (Foto: Ricardo Duarte – Internacional)

O colorado há muito buscava um alento. Após o rebaixamento para a Série B e uma longa e tortuosa briga nos tribunais, incluindo até a acusação do STJD de falsificação de documentos por parte do clube gaúcho, o Internacional enfim deu um motivo concreto para resgatar a autoestima de sua torcida.

O jogo de ida contra o Corinthians pela Copa do Brasil já havia sido a melhor apresentação do Inter no ano, mas o empate de 1 a 1 tornou a missão de avançar às oitavas bastante árdua. Na véspera do jogo, o cenário piorou ainda mais: D´Alessandro, líder e destaque técnico do time, foi cortado por lesão. Como derrubar o alvinegro, que vinha empolgado por uma sólida vitória fora de casa contra o São Paulo dias antes, na temida Arena Corinthians?

A resposta veio no campo e na bola. O gol do Corinthians logo no início do jogo foi assimilado rapidamente. Não houve pânico. O Colorado tocava a bola com rapidez, buscando encontrar os espaços numa quase intransponível deseja corintiana. Os alvinegros desperdiçaram chances valiosas. E, quando a torcida da casa acendeu os sinalizadores, os gaúchos encararam como um sinal de fumaça. Foi como se a arquibancada os autorizassem a continuar insistindo. E assim aconteceu.

O Inter martelou até conseguir o gol de empate e teve brio e sorte para impedir a nova desvantagem no placar nos 10 minutos finais, quando o Corinthians tirou a panela do banho-maria e se jogou ao ataque com o desespero de quem antevê a tragédia. Foram inúmeras chances desperdiçadas, quase todas contando com a intervenção de Marcelo Lomba, o goleiro reserva que assumiu a titularidade e o posto de guardião.

Nos pênaltis, Lomba vestiu as luvas do heroísmo e foi erguido por um elenco que precisa provar a cada jogo que o Internacional é um gigante que tropeçou no degrau do amadorismo de seus dirigentes. A menos de um mês para o início da Série B – insuportável para qualquer grande clube que passa por lá -, o Inter deu seu primeiro grito de libertação. Encarou um rival de uma divisão acima e saiu da capital paulista com a vaga e a honradez debaixo do braço.



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