Roger Federer deixa poucos argumentos para o debate sobre o melhor da história



Em janeiro, uma semana antes da final do Aberto da Austrália, escrevi sobre meu desejo de ver Roger Federer campeão e anunciando aposentadoria em seguida. O suíço levantou o troféu e, como se sabe, não parou. Ainda bem. Desde então, o maior vencedor de torneios de Grand Slam subiu 13 posições no ranking e agora é o número 4. Foi campeão dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami e tem 2 mil pontos de vantagem para Rafael Nadal na lista rumo ao ATP Finals. Aos 35 anos, Federer vê a possibilidade de se tornar o mais velho líder do ranking, superando Andre Agassi (que ocupou o posto aos 33 anos) e deixa cada vez menos espaço para se discutir quem é o melhor tenista da história.

Roger Federer comemora o título do Masters 1000 de Miami

Federer comemora o título do Masters 1000 de Miami, contra Nadal (Foto: Rob Foldy/AFP)

Voltar a ser número 1 não é tarefa fácil. Na temporada de saibro, só deve disputar Roland Garros, o segundo slam do ano. Assim, perderá os Masters 1000 de Monte Carlo, Madri e Roma. E entrará em Paris para encarar um Nadal que também está voando e provavelmente babando para bater Federer, para quem perdeu nas finais de Melbourne e Miami. O suíço tem hoje 5.305 pontos. À sua frente estão o compatriota Stan Wawrinka (5.785), o sérvio Novak Djokovic (7.915) e o britânico Andy Murray (11.960). Os dois primeiros estão longe de seus melhores dias. Djoko, que sabe bem o que é dominar o circuito, não mostra mais a menor motivação. Já o escocês não consegue repetir os grandes momentos que viveu em 2016.

Como repito quando escrevo sobre tênis, não sou um especialista na modalidade, mas atento espectador. Mas gente bem qualificada já fala em uma possibilidade razoável de voltarmos a ver Federer no posto de número 1. Um deles é Brad Gilbert, que em 1990 foi número 4 do mundo e hoje é comentarista da ESPN. Para o americano, o suíço tem mais de 50% de chance de chegar lá. “Quando você olha o quanto Djokovic e Murray estão atrás, acho que vão ficar atrás de Roger e Rafa [Nadal]”, disse. Alexandre Cossenza é outro. Em seu blog no UOL já falava a respeito antes mesmo do título em Miami. Na “Folha de S.Paulo”, Daniel Castro também aposta que sim.

Seja como for, Federer tornou menos emocionante a discussão sobre o melhor de todos os tempos. Está jogando em um nível absurdo voltando de lesão depois de seis meses parado. Se pra muita gente já era o número 1 da história, agora o argumento ganhou ainda mais força. Volte ele a liderar o ranking ou não, podemos aproveitar a beleza de ver um atleta gigantesco jogar seu melhor tênis mesmo aos 35 anos de idade.



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