Da poliomielite ao ouro: a história de uma heroína olímpica



Ela era a terceira criança entre os 22 filhos da família. Menina pobre e negra nascida no estado americano do Tennessee, seus problemas estavam apenas começando no parto prematuro que lhe colocou no mundo com apenas 2 kg. Sobreviveu a escarlatina e pneumonia. Ainda muito cedo teve poliomielite.

Uma vez por semana, tinha de ir a um hospital em Nashville, a 140 km de distância de casa, para fazer o tratamento. Os irmãos massageavam suas pernas todos os dias para ajudar na recuperação O prognóstico não era bom. Com sorte conseguiria ter autonomia para se locomover com ajuda de uma bengala. Ela nunca aceitou aquele destino.

Wilma Rudolph tinha 16 anos quando foi para os Jogos Olímpicos de Melbourne, em 1956. A prodígio americana disputou os 200 metros rasos e no revezamento 4 x 100 metros rasos conseguiu sua primeira medalha, um bronze. Entraria para a história de forma definitiva, porém, quatro anos mais tarde.

Wilma Rudolph larga para o ouro nos 200 metros rasos em Roma

Wilma Rudolph larga para o ouro nos 200 metros rasos em Roma-1960 (Foto: COI)

Nos Jogos de Roma, em 1960, a americana tornou-se a primeira atleta americana a conquistar medalha de ouro nas duas provas mais rápidas do atletismo, os 100 e 200 m rasos, e a ser campeã três vezes em uma mesma edição olímpica – ela ainda venceu o revezamento. Tinha 20 anos e caminhava normalmente há menos de uma década. Deixou a Itália com o apelido de Gazela Negra, pela velocidade e estilo bonito ao correr.

A carreira não foi longe: Wilma se aposentou aos 22 anos porque não queria enfrentar um período de decadência, com os maus resultados que chegam para quase todos os atletas. Criou uma fundação para cuidar de crianças e foi embaixadora da boa vontade da ONU na África. Morreu precocemente, em 1994, vítima de um câncer no cérebro. Tinha 54 anos.



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