Chamem Oscar Schmidt para acender a luz no fim do túnel



Oscar Schmidt tem vivido uma das mais especiais semanas de sua carreira, ainda que tenha se aposentado há 15 anos. O mais famoso jogador do basquete brasileiro masculino de todos os tempos foi homenageado pelo Brooklyn Nets na terça-feira e disputará o Jogo das Celebridades, evento do do All Star Game, em Nova Orleans.

Oscar, que foi selecionado pelo New Jersey Nets (hoje Brooklyn) no draft de 1984, optou por não aceitar o convite para jogar na NBA porque àquela época, isso o impediria de seguir defendendo a seleção. Além disso, teve a chance de ser melhor remunerado na Europa, já que ser a escolha 131 do draft não lhe daria um grande contrato nos EUA, que à época não tinha tantos estrangeiros. No centro do Barclays Center, antes da partida contra o Memphis Grizzlies, recebeu uma camisa 14 com seu nome.

Mas como nos últimos tempos (leia-se anos) tudo dá errado no basquete brasileiro, a camisa, colocada à venda pela internet e que esgotou rapidamente, virou um caso bizarro de falha de marketing. O sobrenome de Oscar aparece grafado de forma errada, “Schimidt”. A Netshoes, que comercializa o material, assumiu o erro e já disse que devolverá o dinheiro ou enviará nova camisa aos consumidores.

Erro à parte, desta bela semana de Oscar nos EUA fica uma lição para o basquete brasileiro. A de que os últimos grandes ídolos do basquete brasileiro, Hortência e Paula, além de Oscar, precisam ser envolvidos na reconstrução da modalidade. Ninguém que veio depois deles é mais conhecido que este trio. Nenhum jogador brasileiro que passou ou está na NBA está mais na cabeça e no coração do torcedor que eles. Oscar foi um cestinha como poucos, o maior da história olímpica. Não era um reboteiro, não dava assistências sem parar, não era um marcador. Mas é uma camisa de enorme importância no Brasil e reconhecido internacionalmente.

Mas isso se trata do mundo ideal. O basquete brasileiro está no momento suspenso pela federação internacional (Fiba) graças à incompetência da confederação nacional e sem nenhuma perspectiva de ressuscitar do mundo dos mortos. Neste cenário, não há por que convidar os três mais famosos ídolos da modalidade no país para participar de nada. E, sob o comando atual, eles provavelmente sequer aceitariam – estariam certos, inclusive.

Oscar, jogador do Hall da Fama, merece as homenagens que está recebendo. Se a administração do basquete nacional não se importa com o esporte e seus ídolos, vamos aplaudir quem se importa, mesmo que seja a milhares de quilômetros daqui.



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