Abraço a Letícia para aliviar a nossa dor



Nunca encontrei a Letícia. Trabalhamos juntos por três semanas, quando fui editor do projeto em que ela faz parte. Letícia escreve (muito bem) sobre a Chapecoense no Vamo, Verdão. Ela em Chapecó, eu bem longe. Era época das finais dos estaduais e a Chape venceu em Santa Catarina. Letícia resgatou deliciosas histórias, escreveu com o coração. Coração que hoje está machucado, como de todos nós, torcedores ou não do clube, gostemos ou não de futebol.

Hoje acordei com o choque da tragédia com a Chape e lembrei da Letícia. Hoje eu queria abraçar Chapecó, queria abraçar cada um dos familiares e amigos daqueles que foram vítimas desta tragédia, alguns deles colegas jornalistas a caminho de mais uma cobertura. E lembrei da Letícia. A Letícia que nunca encontrei, mas em quem queria dar meu abraço mais especial.

Vi a Letícia na TV hoje pela manhã, falava com a firmeza que era possível neste momento. Falava em nome da torcida, falava em nome da cidade de Chapecó. Colocou a dor um pouco de lado para conseguir contar um pouco a milhares de pessoas o que se passava ali naquela cidade no oeste de Santa Catarina que completará 100 anos em 2017. Ali, nos meus pensamentos, abracei Letícia. Era tudo o que eu podia fazer para aliviar um pouco o que estava sentindo e sinto agora escrevendo este texto.

Ainda é tão cedo para imaginar o que vai acontecer. Ainda serão muitos os momentos dolorosos até que a vida consiga mais ou menos voltar ao seus passos normais. Mas abraçarei a Letícia todas as vezes em que ler, ver ou ouvir uma informação sobre este dia terrível. E cada abraço será um abraço para aliviar a dor dela, a minha e a de todos nós. Não mudará o que aconteceu, mas há de tornar menos dura a dor destes dias.

Força, Letícia.

Escudo na camisa da Chapecoense



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